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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Visita ao Aero-Xerém em 18/02/2012

Em um dia muito quente, sábado de carnaval, um punhado de aeromodelistas corajosos foram ao seu clube de aeromodelismo.

Voamos com nossos glow, mas o foco daquele dia foram os aviões elétricos:
Modelo elétrico em uma passagem rápida e baixa pela pista.
Este modelo está se tornando uma febre em nosso clube:
Piper Cub da Maishobby - com a decoração do Samir.
A febre é tamanha dos integrantes do clube que tive a oportunidade de gravar, um, dois, três vídeos, respectivamente, de um, de dois, de três modelos voando juntos em formação, foi bastante interessante, observem:

Um modelo pilotado por Jacque.

Dois modelos pilotados por Jacque e Bruno.

Três modelos pilotados por Jacque, Bruno e Ney. Puxa vida!

Não sou patrocinado pela Maishobby e nem tenho interesse em ser, mas este modelo chamou minha atenção por ter um envelope de voo bastante amplo, é bom treinador, o Samir novo integrante do clube está o usando para treinar, e ao mesmo tempo despertou o interesse do Jacque, experiente aeromodelista e aficionado em acrobacia.

O Jacque estava com esta zagui recém montada:

Este é o vídeo do voo da zagui do Jacque pilotado por seu filho Bruno (a esquerda na foto acima):


Para dizer que não voamos glow:


Slideshow das fotografias tomados naquele dia:

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Fazendo combustível para motores O.S. BE (bio-ethanol) - parte II


Continuando o artigo sobre como fazer combustível para motores O.S. bio-ethanol, destacando que o "bio" é óbvio, pois o álcool etílico é feito de cana-de-açúcar.


Bio-Ethanol - combustível comercial
OS MAX .55 AX-BE
1- Como foi  a experiência de usar um combustível caseiro:

Quero compartilhar minha experiencia com o combustível "feito em casa" para este excelente e econômico motor O.S. MAX BE, FOI EXCELENTE! Não pude notar qualquer diferença entre o combustível comercial (de excelente qualidade, isto é inegável) e o made by Rivaldo Voador. O motor mostrou a mesma potência, torque, rotação, confiabilidade e economia, também, mostrou os mesmos problemas, ou melhor, as mesmas peculiaridades em relação a gostar de rodar um pouco "gordo", não gostar de "pegar" quando o motor está muito quente e "apitar" menos na hora de regular a mistura, quer dizer, se ficar muito pobre a mistura o motor começa a variar a aceleração e morre. Neste caso quando se mede a temperatura passa dos 90º C e não pega até ficar morno novamente.

Resumindo: Depois de quase seis meses de uso do combustível "feito em casa", usando a receita dada pela própria distribuída do combustível comercial e usando os produtos da qualidade recomendada, não dá para perceber diferença no desempenho do motor entre o combustível comercial e o caseiro.

2- Onde comprar na Região Metropolitana do Rio de Janeiro:

Os dois produtos químicos necessários para preparar o combustível são vendidos da Distribuidora de Produtos Químicos São Lázaro, situada na Rua Conde Agrolongo, 1092 - Penha, Rio de Janeiro - RJ, telefone: (21) 3592-6774. Para acessar o sítio eletrônico (clique aqui), mas não há muitas informações no sítio eletrônico, além da lista de produtos e o contato por formulário/email.

Para comprar é necessário fazer um cadastro na loja, é necessário apresentar o CPFCarteira de identidade, um comprovante de residência (se não me engano) e eles pedem o número do BRAmas não o exigem, então leve estes documentos. Nas próximas vezes basta se identificar para comprar.

Abaixo a localização no Google Maps da Loja:

Exibir mapa ampliado

3- O que comprar:

Para preparar o combustível, é importante ter alguns aparatos simples de química como uma provetacopo de Becker e um funil. Podem ser comuns e feitos de plásticos, poderíamos fazer o combustível sem eles, mas tê-los facilita muito e podem ser adquiridos na própria loja e são baratos.

É lógico que deve ser adquirido o álcool absoluto (99,5%) que é vendido em embalagens de 5 litros (custa ~R$ 5,00 o litro) e o óleo de rícino, que na loja é chamado de óleo de mamona, que é a mesma coisa, é vendido em embalagens de 1 litro (custa ~R$ 15,00 o litro). Importante ressalva que deve ser feita é que o óleo vendido lá NÃO É o óleo de rícino purificado para analise ou PA. O óleo tem cheiro muito forte, mas não parece  com o cheiro de óleo de rícino que sobra na queima nos motores, mas apesar disso é  cristalino. 

Li em alguns fóruns de discussões que este óleo é bom o suficiente para usar. E usar um óleo para PA seria considerado um exagero, todos do meu clube, que fazem combustível caseiro usam este óleo com diversas marcas de motores sem reclamações.

Li, também, em fóruns que alguns filtravam com dois filtros de papel para coar café o óleo de mamona antes de misturar ao álcool para reter impurezas invisíveis a olho nu, o que segundo quem postouaumentaria a qualidade do óleo.


4- Passos para preparar o combustível:


É muito simples preparar o combustível basta seguir alguns passos e prestar atenção em algumas coisas. Sequer as substâncias são tóxicas, o álcool não deve ser bebido, mas não é venenoso. O rícino do óleo de mamona é destruído no processo de produção, então, também, não é venenoso, não beba, pois deve dar diarreia, evite coçar os olhos, pois dá uma pequena coceira, mas como qualquer substância química deve-se ter cautela. Há risco sério de incêndio. NÃO FUMEM PERTO!

a- Coar o óleo de mamona

Se você, como eu, acreditar nas tais partículas invisíveis no óleo de mamona não purificado ou querer seguir os mesmo passos que eu faça o seguinte: 

Use o copo de Becker:
Copo de Becker

E um suporte para filtro de café grande comprado em qualquer supermercado:

Suporte de filtro de papel para café - grande

Ponha dois filtros de papel no suporte e acomode o suporte no copo de Becker de modo seguro e despeje devagar o óleo que é relativamente viscoso dentro do filtro até enchê-lo. Isto é um exercício de paciência, pois demora de dois a três dias para coar 1 litro de óleo, mas para coar uns 100 ml o suficiente para fazer 1,1 litro de combustível deve levar só umas quatro a seis horas, o que dará para fazer uns bons vôos.  

b- O quanto fazer de combustível por vez:

Um conselho, não faça mais combustível do que necessário para voar em um ou dois finais de semana, pois a umidade do ar degrada o combustível, como ficamos abrindo e fechando a garrafa de combustível no campo em condições adversas isto o contamina invariavelmente com água, é lógico que em um dia isto não fará mal, mas em vários dias causaria impacto na qualidade do combustível, então NÃO FAÇA 5 LITROS de combustível e leve ao campo. Talvez o tal antioxidante do combustível comercial faça falta, se você acreditar que isto seja verdade.

Também, um importante argumento é que da primeira vez que fizer o combustível você pode errar algo, se estragar um litro de combustível sobrara mais quatro para tentar.

c- Como preparar o combustível

Relembrando a receita 1 parte de óleo de rícino para 10 partes de álcool absoluto (99,5%).


INFORMAÇÃO ADICIONADA EM 17/04/2012:
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DICA IMPORTANTE DO MOURA, experiente aeromodelista e que faz combustível há muito anos: a receita correta seria 1 parte de óleo de rícino para 9 partes de álcool absoluto, isto faria que a razão entre óleo/álcool ficasse exatamente 10 e 90%, respectivamente. Usando a receita que uso, a razão seria de 9.1% de óleo para 90.9% de álcool.

Segundo ele, a porcentagem correta de óleo para combustível etanol é 10%.

A receita dele é correta e segura, porém, muito conservadora. É sabido que os atuais motores são construídos a partir de uma metalurgia muito superior aos motores da época dos nossos pais e avós, de modo que os atuais motores suportam uma menor lubrificação sem maiores problemas.

A dica do Moura não deve ser desmerecida, nem eu a desmereço, é tanto que estou a incluindo aqui com destaque, mas acho para mim a minha receita está funcionando muito. Então use seu critério para decidir.

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Então usando a proveta, pois é mais fácil de visualizar e dosar e  não sujará o álcool (veja o texto abaixo), mas pode ser usado o próprio copo de Becker:

Proveta - melhor que seja de pelo 500 ml

Usando o funil posto dentro da proveta despeje devagar (senão entorna tudo!) o álcool até a marca desejada, por exemplo, 500 ml, ponha numa mesa para ver a marca com precisão (a proveta funciona com um nível de pedreiro) se tiver passado um pouco da marca desejada, despeje com a própria proveta de volta no recipiente de álcool (por isto é bom começar pelo álcool e usar a proveta para não sujá-lo com óleo). Ponha o álcool medido no vasilhame de combustível que você levará ao campo com ajuda do funil. Repita tantas vezes quanto for necessário para completar o combustível que você quiser fazer, por exemplo, se for fazer um mais ou menos um 1 litro, serão duas vezes, se for fazer  ~1,5 litro, serão três vezes. Lembrando que sempre dará um pouco mais de combustível, pois entrará mais uma parte de óleo para cada 10 partes de álcool.

Depois usando o copo de Becker para não misturar o álcool com o óleo, caso seja necessário despejar de volta ao recipiente o óleo, se você passar um pouco da marca desejada, ponha a décima parte do que pôs de álcool, por exemplo, para um 1 litro de álcool, meça 100 ml de óleo, ou para 1,5 litro de álcool meça 150 ml de óleo e despeje no vasilhame de combustível que levará ao campo. Mexa um pouco, você perceberá que o óleo de mamona se dissolverá muito bem ao álcool e não decantará, bom eu não consegui perceber isto e o próprio movimento da viajam ao campo de voo deve remisturar muito bem o combustível.

O COMBUSTÍVEL ESTARÁ PRONTO!

d- Tingir o combustível

O combustível fica praticamente incolor, então fica difícil enxergá-lo na mangueira do motor, então para tingir o combustível é muito fácil, pegue celofane colorido, destes vendidos em papelaria, corte um pedaço do tamanho da metade de uma folha de papel e ponha dentro do combustível balance um pouco e tire o plástico e estará tingido.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Visita ao Aero-Xerém - 11/02/2012

Numa manhã nublada, mas abafada, tomei estas fotos e vídeos. Estava muito bom voar neste dia lá, pois estava sem chuva, sem vento e com ótima visibilidade.

Veja os destaques:
Close do Edge do Gilvan pintado de preto - apelidado de Caveirão 

Infelizmente o motor do Caveirão apagou - consegui pegar o momento exato do impacto do modelo no solo
O dia estava nublado, mas foi foi possível fazer excelentes vôos.

Mayhem 40 voando baixo
Abaixo um modelo da MaisHobby que acabará de ser vendido. Estavam montando a eletrônica para fazer um voo teste. Um pouco mais abaixo tem o vídeo do voo.
Piper Cup da MaisHobby sendo montado

Este vídeo mostra o voo do Piper recém montando:


Avistar do Alcimar passando rápido e baixo pela pista - senta acelerador

Abaixo um vídeo do clone do Easy Star da MaisHobby:



Slide de todas as fotos tomadas naquele dia.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Novos contatos com aeromodelistas

A internete permite algo extraordinário, pessoas distantes geo-espacialmente, mas com interesses em comum se aproximarem e trocarem experiências e conhecimentos: Fóruns de discussões, redes sociais, Youtube, email, MSN e blogues como estes aproximam pessoas e servem de ferramente de conhecimento.

Nestes últimos dias fui agraciado com a possibilidade de encontrar e conhecer (mesmo que virtualmente) alguns aeromodelistas: Como Eduardo Rigoto que começou um projeto sério de construção de um Hércules C-130 Giant Scale quadri-motor em balsa que muito promete, ou Luís Renato que tinha uma dúvida com relação a entelagem de seu mini térmico construído em balsa, ou Luciano Estácio que construiu o Easy Star e foi motivo de um post meu (Clone do Easy Star - problemas e soluções), ou Denis Queiroz de Guaratiba, amigo do Luciano Estácio que construí estes excelentes modelos e entrou em contato comigo para trocar ideias:
A frota do Denis Queiroz
Piper Cub
Modelo Treinador
Realmente sinto que a missão deste blog de reunir material para mim mesmo e para meus amigos/amantes do aeromodelismo e quem sabe ajudar a divulgar/desenvolver o hobby começa a dar frutos.

Estou muito feliz. 

Desejo a todos que visitam este blog, mesmos os que o acham pueril, muito bons vôos.




terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Visita ao Aero Xerém 04/02/2012

Em um dia maravilhosamente lindo e quente fui voar com meu treinador Avistar .40 no Clube Aero Xerém. Abaixo algumas fotos que destaco.
Pequeno modelo elétrico com ~70 Cm de envergadura
Lançamento do pequeno modelo elétrico
Piper Cub do Ney - Muito bonito

Pouso forçado! Observem como fiz este pouso mal feito - asas não estão alinhadas - a bequilha enterrou na grama, mas ficou uma bonita foto, meu sobrinho captou bem o momento da aterragem.
Um bom pouso. As asas bem alinhadas!


Todas as fotos que tomei naquele dia em slides:

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Clone do Easy Star - problemas e soluções

Conheci o Luciano Estácio por acaso por vê-lo na rua com um aeromodelo na mão. Eu o interpelei-o e ele me disse que o Easy Star que segurava tinha sido construído por ele mesmo, mas não estava conseguindo voar com ele, me ofereci então para tentar voar o modelo.

Este é o resultado:


Dados básico do modelo:
Modelo: Clone do Easy Star
Envergadura: 135 Cm
Corda média: ~18 CM
Perfil alar: Plano/convexo - parece um Clark Y
Área Alar: ~24 Dcm²
AUW: 644g
Motorização: E-MAX CF 2812
Bateria: Turnigy 2S
Hélice: 8x6 JXF
ESC: 30A HK
Comandos: 4 servos HK 9 g

Pelo voo sofrível dá para ver que o modelo tem alguns problemas. O primeiro dele é a motorização fraca, em segundo lugar a linha da propulsão do motor estava incorreta e finalmente, os ailerons não estavam funcionado corretamente, o modelo não rolava corretamente para esquerda.

1- Motorização fraca

O motor havia sido indicado para este modelo em fóruns com uma hélice 7", mas com uma bateria 3S (11.1v). O Luciano havia perdido a bateria 3S dele e só sobrará uma bateira 2S (7.4V) para testar. Com esta configuração estava medindo ~44W de consumo, muito pouco para levantar o modelo. Trocamos por uma hélice 8" e passou um pouco dos 50W, porém, ainda muito pouca potência. 

Usando a software Drive Calculator vi que com uma hélice 9" daria duas vezes mais potência e passando os dados colhidos no RC Calc verifiquei que em teoria o motor daria conta de empurrar o modelo.

a- Nota sobre os softwares

Qualquer pessoa que queira descobrir qual é a melhor motorização para seu modelo deverá aprender a usar esses dois software: 
i- O Drive Calculator (clique aqui para baixá-lo) que calculará qual será o consumo de um dado motor (tem uma lista imensa, que sempre é atualizada) para uma dada hélice (tem uma lista igualmente grande) e com um clique do mouse poderemos usar várias ferramentas úteis e testar várias hélices/baterias. O programa informa a velocidade de passo (vpitch), o empuxo estático, a eficiência do motor, entre outros dados.
Há muitas outras ferramentas importantes, inclusive ele fornece valioso suporte para quem quer reenrolar motores.

ii- RC Calc (clique aqui para baixá-lo e clique aqui para ver a árvore de discussões do E-voo.com) este software brasileiro calcula qual é a velocidade segura e de stoll de um modelo, desde de que informemos o perfil, envergadura, corda média e o peso desse modelo (primeira aba), também, calcula se um dado motor com dada hélice poderá levantar o tal modelo com os dados já informados (é a terceira aba). O programa é integrado ao Xfoil e calcula muitas coisas referentes perfis alares.

2- Ângulo de propulsão do motor

O problema aqui está com relação a configuração mais segura desse modelo, a pusher (empurador), ela é mais segura pois a hélice não sofre com o impacto ao solo na aterragem.

O modelo comercial usa uma hélice 4" ou 5", bem pequena possibilitando que ela fica bem atrás da linha média da asa, evitando que a propulsão force o modelo a girar em torno do eixo lateral do centro da gravidade (CG).

Mas usando uma hélice maior, é necessário subir muito o montante do motor em relação a asa, criando então um momento quando o motor é acelerado (no modelo em questão era uma tendência a picar ou levantar o bico do modelo). Veja a figura abaixo:
Correção na linha de propulsão na configuração pusher - Imagem tirada do RCGroups.com
O problema que a linha de propulsão do motor empurra o modelo a frente do seu centro de gravidade (C/G) fazendo girar em torno do eixo lateral para baixo. Note que na imagem acima a linha de propulsão (desenho de cima) passa quase pelo bico do motor criando o momento.

Uma maneira de resolver tal problema é apontando o ângulo da linha de propulsão do motor diretamente no ponto de centro de gravidade (C/G) do modelo como no segundo desenho da imagem acima.

É isto na prática:
Novo ângulo da linha de propulsão do motor (~45º) do Easy Star do Luciano Estácio
O resultado é no mínimo estranho, mas segundo o próprio Luciano Estácio a tendência do modelo picar diminuiu muito com esta nova configuração.

Outra solução, ideia minha que não sei se funciona, estaria na imagem abaixo:
Croqui do Easy Star - ideia de elevar o berço da asa
Como já disse o modelo comercial tem um hélice pequena e cabe bem no modelo, uma ideia para permitir o uso de hélices maiores seria levantar todo o conjunto asa/montante do motor para coincidir com "Nova linha de propulsão" na imagem acima. Isto permitiria que uma hélice maior ficasse quase imediatamente atrás da asa, ficando mais alinhada com a linha média da asa. Haveria uma ângulo na linha de propulsão do motor,  porém, bem mais suave. 

3- Problema no comando dos ailerons

A lincagem estava quase absolutamente correta, mas o Luciano usou arames com as pontas dobradas em "L" para fixar o servo e o horn, mas não fez o "Z" de ajuste nesses arames impossibilitando um ajuste na distância deles para trimar em solo o comando dos ailerons. Resultado ele trimou no rádio mesmo ponto o comando todo a direita, para este lado o comando estava Ok, mas para o esquerda o modelo quase não rolava.

Luciano não tem o alicate Z-bend, mas disse para dar um jeito de fazer outros arrames de linkagem com o "Z" ou usar conectores elétricos como stop-links como nesse tutorial do E-voo.com. Veja as imagens abaixo:
Conectores elétricos comuns - encontrados em qualquer Loja de material de construção
Conector elétrico usado como stop-link para ajustar o lincagem os ailerons
Espero que o Luciano Estácio consiga corrigir os problemas do modelo dele e possamos fazer um novo voo de sucesso e começar a treiná-lo para que voe solo num futuro próximo.




sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Funder & Lightning KFm2 - voo e queda

Estou construindo este modelo para meu sobrinho Hércules. O modelo foi baseado no projeto do RCGroups.com (clique aqui). 

Fiz algumas modificações, como aumentar a envergadura para 110 Cm e usar perfil KFm2. O resto é igual ao projeto do RCGroups.com
Funder & Lightning - KFM2
Funder & Lightning - KFM2
Funder & Lightning - KFM2
Dados básicos:
Envergadura: 110 Cm; Corda média: 22 Cm
AUW: 570 g (ficou um pouco pesado)
Motor: TGY AerodriveXp SK Series 28-22 1200 KV 150W (poderia ter mais motor)
ESC: Turginy Plush 25A; Bateria: 3S - 2200mA/h
Servos: 3 HK 9g.
Hélice: 8x5



Minhas impressões sobre o voo foram que o ângulo acentuado que pus no downtrust foi exagerado fazendo o modelo picar quando eu acelerava, precisei cabrar muito o modelo para mantê-lo nivelado. Quando tirei o motor o modelo perdeu a tendência de picar, então acho que o CG não estava atrasado. O comando do profundor não estava ok, também, acho que o servo não estava muito bom. 

Estes dois fatores fizeram que fosse muito difícil manobrar o modelo com liberdade, não consegui fazer um looping, nem rolar o modelo. É óbvio que há algo errado com o modelo, pois todos que o construíram falaram muito bem das capacidades acrobáticas do modelo. Se não for isto, então o problema pode ser com o perfil KFm2, seja porque não se adaptou as características do modelo ou o fiz mal feito. 

Quando tentei rolar o modelo houve uma tendência muito grande do modelo picar, entrei em parafuso e derrubei o modelo.

Na queda o bico ficou bem danificado. A eletrônica, por sorte, sobreviveu ilesa.

Vou reparar o bico, diminuir bem o ângulo de downtrust e rever o servo/comando do profundor e tentar de novo.

Apesar da queda, foi bem divertido voar com o modelinho, que ficou até bonito.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Aeromodelo versátil: Biplano, asa alta e baixa e planador

Os aeromodelistas são pessoas versáteis, mas o Pereira membro do E-voo se superou. Criou uma plataforma que permite fácil e rapidamente a troca de um modelo asa alta para um asa baixa, biplano e até motoplanador!

O projeto é excelente, a construção é muito bem feita nos mínimos detalhes e tem ótimo acabamento.

Observem:
Asa alta



Asa baixa

Motoplanador

Biplano





O modelo foi muito bem projetado como se vê nas fotos que seguem:

A extensão da asas

Os espelhos para fechar a fuselagem em cima e em baixo, conforme a configuração desejada

Prendendo a tampa de cima.


Para ver todos os detalhes acesse a árvore de discussão do E-voo.com e parabéns para o Pereira.




Simuladores de aeromodelismo - quase de graça

Voar com aeromodelos começa quase sempre como um sonho. Conhecemos alguém que tem e voa um, ou vemos um filme ou reportagem sobre o assunto e começamos a desejar controlar estas mágicas máquinas voadoras.


Quando em dado momento nos aproximamos do hobby, descobrimos que controlar um aeromodelo de modo que ela faça o que nós queremos requer habilidades quase jedis (pelo menos esta é a impressão que dá nas primeiras vezes). 

A referência do modelo em comparação ao nosso próprio ponto de vista é algo que foge ao senso comum e como nossos cérebros funcionam. Se o avião está com a cauda virada para nós, tudo ok, mas quando fazemos a volta e o avião está de frente, o aparelho passa a ter os comandos invertidos! Não se engane: Isto vai fundir tua cabeça! 

Sem o devido treinamento voar por mais de 10 segundos ou fazer uma curva sem lenhar o modelo, talvez se torne impossível.


1- O advento dos simuladores de aeromodelismo


Para sorte de nós novatos e desorientados espacialmente a computação se desenvolveu ao ponto de se criar um ambiente de simulação muito próximo a experiência real de voar com aeromodelos, a física, o vento, falhas, a capacidade de manobras dos modelos e PRINCIPALMENTE a REFERÊNCIA passaram a ficar a um clique de distância. Com relação a referência é absolutamente igual   a experiência de voar, quer dizer, os tais comandos invertidos são exatamente como o são em um aeromodelo de verdade. Proporcionando um treinamento muito próximo da realidade neste aspecto.
Aerofly - Simulador comercial

RealFlight - simulador comercial - 




2- O simulador não dispensa obrigatoriamente a figura do instrutor.

Na verdade o simulador treina os dedos e o cérebro a pensar como um modelo age e reage aos comandos, mas é muito recomendável ter um instrutor gabaritado para aperfeiçoar os conhecimentos do aspirante a aeromodelista, senão o desastre pode ser inevitável ao tomar o controle de um modelo real.

3- Qual simulador usar?
'
Existem muito simuladores comerciais, como o Realflight, Aerofly ou Phoniex, com vários implementos que aumentam a sensação de realidade. O RealFlight, por exemplo, permite voar em "slope". É claro que tais avanços tem um preço! Um simulador comercial custa tanto como um treinador básico.

 Mas há uma opção gratuita o FMS, este não tem um visual tão realístico como os comerciais, mas é uma mão na roda para começar a treinar os dedos e não fazer feio quando começar o treino com um instrutor. Qualquer instrutor sabe a diferença entre uma pessoa que começou a treinar em um aeromodelo sem passar por um simulador antes.
FMS - simulador gratuito - não tão bonito, mas uma opção viável

4- Joystick com formato de "TX"

Para simular melhor a experiência de controlar um aeromodelo nada melhor do que um joystick com o formato de um rádio transmissor igual aos usados para controlar aeromodelos de verdade. Existem vários no mercado, por exemplo, este da HobbyKing.com pode ser comprado por US$ 15,00 + frete no exterior.
5- Usando seu próprio transmissor como joystick
'
Outra opção é encomendar um cabo adaptador USB e usar seu próprio rádio transmissor para controlar o aeromodelo simulado. A pegada é mais real, pois os dedos se acostumam com as nuanças do seu próprio transmissor dando confiança e precisão no momento do comando do modelo real. Existem muitos cabos no mercado, por exemplo, este da Hobbyking.com custa US$ 5,00 + frete

Na verdade não há necessidade de comprar um cabo USB, é possível usar um cabo P2-P2 mono como cabo treinador, seguindo este tutorial do site do Evandro. Será necessário instalar e configurar dois programinhas (PPjoy e o SmartPropPlus).


6- Opção mais barata de todas: usar um joystick com  analógicos

Sem dúvida é a opção mais barata, simplesmente, pegar um joystick tipo camelô clone do PS2 com dois analógicos que custam entre R$ 15,00 a R$ 20,00.

É a opção menos realísticas e haverá alguns problemas, por exemplo, este joystick são projetados para ter um ponto morto bem no meio do curso do comando de modo que se ele estiver totalmente centralizado não haverá controle ali, o negócio e ir dando comando e compensando o tempo todo (pelo menos você ficará bem esperto). Outro problema é que o analógico da esquerda tende a centralizar (é obvio) se for solto não permitindo um ajuste fiel da aceleração (o stick vertical da esquerda no modo 2 controla a aceleração e não centraliza automaticamente), para contornar isto vai ser necessário segurar o "acelerador" o tempo todo na posição desejada. 

Apesar disto tudo, semanas antes de começar meu treinamento com o mestre Ferreirinha no CMVM, foi assim que comecei a aprender a controlar o modelo no simulador. Na pista fez muita diferença.

Para ajudar um pouco na manipulação dos sticks, você poderá desmontar o joystick com uma chave de fenda e tirar as manoplas de borracha e encaixar dois parafusos, desta forma:
Joystick PC clone do PS2 - tirei as manoplas de borracha e atarrachei dois parafusos para um pegada mais realística


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

TGY AerodriveXp SK Series 28-22 1200 KV 150W - teste de bancada

Estou montando um pequeno avião elétrico para meu sobrinho brincar no trabalho dele e o modelo escolhido foi o Funder & Lightning pela facilidade de construção e características acrobáticas.

Montei a asa com perfil KFm2 e 110 cm de envergadura. Fora o perfil Kline-fogleman e fazê-lo um pouco maior, não há nada demais neste projeto em particular.
Funder & Lightning KFm2 e 110 Cm de envergadura

Para motorização tenha a disposição este motor:
TGY AerodriveXp SK Series 28-22 1200 KV 150W 
É um motor ruim (foi descontinuado) e com certeza estes 150 W inscritos não expressão a potência real do motor.
Para motores desta mau fadada série SK (são produtos assim que fizeram a má fama da HobbyKing.com), tem que haver um limite severo de corrente, por segurança, então estipulei para 3S (a única bateria que tinha para testar) o limite de 10A (~110W). 

Realizei teste de bancada com as hélices que tinha disponível. Segue o resultado: 

Hélice Corrente Potência RPM Empuxo
9x6E TGS 12A 148W 6800 500g
9x4.7E TGS 13A 160W 6800 510g
9x4 TGS 11A 135W 8100 390g
9x3.8SF  TGY 11.7A 141W 7600 523g
8x8 JXF 11A 136W 8070 370g
8x7¹  11A 136W 6600 350g
8x6E TGS 12A 148W 6300 360g
8x6 JXF 9.6A 116W 8700 420g
8x5² 9A 102W 8500 430g
8x4 TGS 9.4A 116W 9300 400g
7x6E TGS 8.7A 107W 9600 340g
¹ Eletric Master Aircrew; ² G/F 3 Series Master Aircrew; os campos em vermelho representam a ultrapassagem da margem de segurança estipulada.

Bateria Turginy 2200 mAh 3C (capacidade máxima do motor)
ESC Turginy Plush 25A
Tacômetro Turnigy
Watímetro Turginy
Sistema de medição de impulso estático à alavanca com uso de balança de precisão (presicão de ~5%)

Acredito que usarei a hélice 8x5 para empuxo ou a hélice 7x6E para velocidade se o modelo ficar em torno de 450g RTF como esperado.