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domingo, 1 de abril de 2012

Visita ao Aero-Xerém em 31/03/2012

Em um dia nublado, com temperatura agradável eu e meu sobrinho Hércules fomos voar no Aero-Xerém.

Além do dia estar muito bom para voar o clube ficou cheio de aeromodelistas e modelos.

Segue fotos e vídeos em destaque:
Mayhem 40 do Carlinho

Belo modelo - pena que não o vi voar.

Novo modelo da Maishobby em teste - note o "EXPERIMENTAL" na asa
Seque o vídeo do voo experimental do modelo acima


Jacque e Bruno dando um show de pilotagem conjunta:


Jacque voando com seu Tucano a toda.


Nosso Avistar não fez feio, também, e aprontou algumas boas.
Avistar 40 no pouso
Até é difícil de ver, mas o Avistar está indo da direita para esquerda na térmica com os urubus - é óbvio que foi uma brincadeira
Avistar na térmico com os urubus - não acredito que o modelo, que estava com empuxo mínimo tenha entrado na ascensional, mas foi muito divertido voar com os urubus

Testando o motor do Avistar, o modelo subiu em vertical facilmente. Nunca tínhamos tentado fazer isto antes, nem sei porque.


Belo Cessna e bela fotografia do meu sobrinho Hércules:
Cessna escala - muito lindo

O vídeo do Cessna na fotografia acima:



Belo Super Sportster
Super Sportster EP
Super Sportster EP
Super Sportster EP
Super Sportster EP - decolagem
La Racer 40 do Jeferson
La Racer 40
Vídeo do voo do La Racer do Jeferson:



Zagi:



domingo, 25 de março de 2012

Visita ao Aero-Xerém em 24/03/2012

Numa manhã aparentemente chuvosa, eu e Alcimar fomos ao Aero-Xerém. Para nossa felicidade quando chegamos no clube não estava chovendo e até abriu um sol muito bonito, passamos um dia muito tranquilo.


Corsair elétrico da Hobbyking.com

Este pequeno modelo da Hobbyking.com chamou muito a atenção de todos no clube, além de muito bonito, o pequenino voa bem, conforme pode-se ver no vídeo abaixo:

Outro destaque foi este maravilhoso P-51 Mustang:



Mais algumas fotos interessantes:
Caveirão do Gilvan com nova entelagem
Piper J-3 Cub - belo modelo
Piper J-3 Cub - no momento do toque na pista



domingo, 18 de março de 2012

Lindos vídeos FPV HD

Dois aeromodelistas que respeito muito Antônio Lázaro e Alexandre Lopes, cujos canais sigo no Youtube, entraram no mundo FPV, acrônimo de first person view ou visão em primeira pessoa.
Multiplex - aeromodelo típico para voo FPV

Comecei a me interessar mais pelo assunto, que é complexo e requer muita pesquisa pelos múltiplos recursos, equipamentos, marcas, qualidade e preços disponíveis.

O que achei bastante interessante é o fato do sistema ser modular, quer dizer, é possível substituir/trocar parte um equipamento por outro melhor e acrescentar novas funções. Por exemplo, dá para trocar a câmera, que pode ser substituída por outra de alta definição e melhores características óticas. 

Inclusive, dos vários recursos disponíveis o que mais me interessou foi exatamente isto, filmagem em alta resolução.

Por fiz um seleção de vídeos HD de vôos em FPV:

Black Goat FPV Team - Praia da Macumba - Grupo de FPV que encontrei no Site de Integração dos Aeromodelistas do Rio de Janeiro, usando uma câmera  GoPro foi tomado este belo vídeo, quem já viu um vídeo FPV comum saberá a diferença em termos de qualidade de vídeo.



Vídeo das Everglades - usando um tricóptero são feitas tomadas estonteantes dos pântanos, crocodilos e até um tigre. Será aonde eles arrumaram um tigre?!

Quadricoptero FPV HD - frame com rotores, câmera Go Pro e antena de transmissão do vídeo
Eu sei que este é quadricoptero e não um tricoptero, mas o princípio é o mesmo, a câmera (dá para vê-la embaixo do frame) capta a imagem e transmite em tempo real para o piloto através da antena de transmissão (dá para vê-la pendurada no lado direito).


Vídeo tomado na Prainha



Vídeo tomado no Pontal do Recreio - o vídeo foi tomada por uma câmera Aiptek HD 1.


Lindo vídeo tomado nas praias brasileiras - observe que em algumas partes (são vários vídeos editados) dá para ver em funcionamento o sistema Head Tracking, que faz a câmera girar acompanhando o movimento da cabeça, usando um óculos especial para mostrar o vídeo e servir de controle para o movimento da câmera, que no modelo fica montada em suporte móvel (pan/tilt).



domingo, 26 de fevereiro de 2012

Visita ao Aero-Xerém em 25/02/2012

Em um dia muito quente eu, meu primo Pedro e meu sobrinho Hércules fomos ao Clube de Aeromodelismo Aero-Xerém. Não foram muitos aeromodelistas, acho que pela proximidade com o final do carnaval.

Tucano T-27 simplesmente maravilhoso. Pena que não tive a oportunidade de gravá-lo em vídeo em voo:
Tucano T-27 - observe o detalhe do co-piloto.
Ligando o motor:
Tucano T-27  dando partida 
O modelo foi posto em aceleração e deixado na base até o fim do tanque, talvez para algum teste:
Tucano T-27 - em aceleração máxima

Este Piper Cherokee elétrico voou bastante lá, infelizmente não o gravei em vídeo.
Piper Cherokke elétrico em passagem em baixa altitude
O Piper Cherokke elétrico não tinha trem de pouso, mas era munido de peças que protegem a asa ao tocar o solo:
Piper Cherokke elétrico - detalhe de abas de segurança abaixo das asas
Piper Cherokee vindo para pouso:
Piper Cherokee - quase tocando o solo.


Este Funtana X estava ótimo e foi magistralmente pilotado, deveria ter captado o voo em vídeo.
Funtana X - belo modelo.

Mayhem 40 com excelente motorização fez belo voo.
Mayhem 40
Mayhem 40

Fizemos experiência com o GPS Data Logger como forma de gravar a velocidade e o caminho percorrido pelo aeromodelo em voo.

Estava vendo um vídeo do Antônio Lázaro que entrou na era do voo FPV (first person view - ou visão em primeira pessoa) com OSD (telemetria) que informava em tempo real a velocidade do modelo. Muito maravilhoso, mas acho que para modelos no-FPV nossa solução mais simples seja mais recomendada, porque não agrega peso nada e não cria arrasto.
No notebook em primeira mão vimos o caminho percorrido pelo modelo e podemos até reconhecer que foi aquilo mesmo que o modelo fez.
O GPS Data Logger gera um arquivo que no Google Earth fica assim:
Tracker log com waypoints gerado pelo GPS Data Logger - note que ele informa a velocidade do modelo a cada ponto.
Com os waypoints (os pontos com as informações) a imagem fica muito poluída, mas se desabilitá-los na "Barra lateral" do Google Earth e afinarmos a linha do tracker log (caminho) obteremos o seguinte resultado:
Tacker log (caminho) do voo do Avistar no teste realizada naquela manhã.
Na "Barra lateral" do Google Earth desabilitando o tracker log (caminho) e desmarcando todos os waypoints e depois manualmente marcando os waypoints que nos interessam e usando a aba "Caminho" da ferramenta "Régua" podemos traçar uma manobra específica. Abaixo eu tracei a manobra de decolagem:
Caminho extraído do tracker log na decolagem - observe que meu sobrinho ao decolar foi levemente para esquerda e depois virou para a direita.
Se quiser ver o tracker log que gerou as imagens acima clique aqui para baixá-lo (acesse "Arquivo", depois "Fazer download"). O arquivo é aberto com o Google Earth.

Fiz há pouco um post sobre o assunto: GPS Data Logger usado em aeromodelos para medir velocidade


Peripécias no nosso Avistar .40
Avistar .40 - observe a câmera embaixo do trem de pouso.
Este é o vídeo resumo dos vôos do Avistar pilotado por meu sobrinho:


Ele errou no pouso (final do vídeo acima) e amassou o trem de pouso:
Avistar .40 com trem de pouso amassado - detalhe da câmera em cima da asa. 
Infelizmente a mini câmera HK não funcionou corretamente e não captou vídeos onboard. Estamos desconfiados que seja vibração em excesso, vamos estudar mais o problema e postarei o resultado depois.  

O Funder & Lightning KFm2 com 110 Cm de envergadura fez um voo seguro:
Funder & Lightning KFm2
Vídeo do voo do Funder & Lightning KFm2:

A motorização estava fraca, o modelo era mantido no ar por causa da baixíssima velocidade de estol, mas não era possível fazer acrobacias com segurança.

Parecia um modelo para velhinhas! Isto me desagradou muito porque a proposta do modelo é outra, que tem um potencial de acrobacia muito bom. Voltaremos a bancada e testaremos outros conjuntos motorizações/hélices. Se quiser ver detalhes do modelo acesse o post: Funder & Lightning KFm2 - voo e queda

Slideshow das fotografias do dia:

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Amaciando motor O.S MAX BE (bio-ethanol)

Estou apresentando este humilde tutorial com o fito de ajudar de aeromodelistas que estão adquirindo motores O.S. MAX BE (bio-ethanol) e não encontram na internete muito material se suporte sobre amaciamento desses motores.
O.S MAX .55AX-BE (bio-ethanol)

Primeiras considerações:

Este pequeno tutorial é dedicado a novatos como eu, então vamos presumir que você não tem nenhuma experiência nesse assunto, então, se faz importante algumas ponderações:

a) Amaciar é uma tarefa para ser feita com tempo de sobra;
b) Com a mente voltada a tarefa e vazia de outras preocupações;
c) É para ser feito com calma e requer muita paciência e persistência;
d) Por pequenos erros/enganos pode não funcionar nas primeiras tentativas;
e) É melhor executado por apoio de uma pessoa;
f) Nenhum manual/tutorial, vídeo explicativo pode substituir completamente a experimentação, então há muito a aprender com a pratica;

Se você não for uma pessoa paciente, não gostar de passar raiva, for muito ocupado, ou sem tempo disponível, talvez deva estudar a possibilidade de pagar alguém com experiência para amaciá-lo para você.

Lembre-se que o hobby é para diverti-lo e não para irritá-lo mais.
Divirta-se não se irrite com o aeromodelismo


Mas se gosta de desafios, gosta de tarefas DIY (faça você mesmo) e não se importa em "perder tempo" para aprender algo novo, então valerá a pena continuar. 

Prólogo - Conhecimentos básicos:


b) O que é amaciar um motor?

Amaciar são os processos que permitem que as partes móveis de um motor se ajustem visando prolongar a vida útil e o correto funcionamento de um motor novo. 

b) Geometria da camisa do pistão do O.S MAX BE:
Geometria do motor O.S MAX AX-BE - camisa cônica
A camisa é cônica (tipo ABC, pistão de Alumínio, cilindro de Brass ou latão e superfícies de Cromo), então este motor não pode ser amaciado completamente frio, para que a camisa se ajuste é preciso que ele esteja quente.

Isto quer dizer que o motor é muito duro para girar quando chega ao curso final superior, é óbvio que depois de amaciado esta característica diminui embora nunca fique completamente amacio naquele ponto. 

c) Posição correta da hélice

Isto é muito importante, se você for dar partida à mão. A hélice tem que ser instalada de tal forma  que quando o curso final superior do pistão (o ponto que há resistência para girar o virabrequim) é alcançado a hélice deve estar na posição do ponteiro pequeno do relógio como se estivesse às 2 horas, tal posição facilita bater manualmente o motor para pô-lo em funcionamento.

Veja a foto abaixo:
Imagem mostra a posição correta da hélice para dar partida (às 2h) - A partir desse ponto há uma certa resistência ao giro.

Se for usar stater elétrico como sugerido no manual acho que tal preocupação seja desnecessária.

d) Agulha de alta rotação

Controles da mistura dos motores O.S MAX AX-BE
O único ajuste que é necessário fazer ao amaciar o motor é na agulha de alta rotação, abrindo e fechando para pôr o motor em regimes de funcionamentos diferentes (quatro e dois tempos) e para enriquecer e empobrecer a mistura, o que diminui e aumenta a rotação máxima, esfriar e aquecer o motor, então saber usá-la é essencial, treine com o motor desligado para não cometer erros no momento do amaciamento.

O termo "mistura" refere-se a quanto de combustível entra no carburador para misturar-se com o ar. O termo "pobre" refere-se a pouco combustível e "rico" para muito combustível que entra no carburador para se misturar a mesma medida de ar.

A agulha de alta rotação se aperta (fecha) como um parafuso padrão. 

1- O que é necessário dar partida/usar o motor glow (especialmente em motores O.S BE):

Para usar um motor glow é necessário ter alguns aparatos simples e indispensáveis. Quase tudo é muito óbvio, mas é bom passá-los em lista:

a) Acendedor de vela ou ni-starter: Usado para aquecer a vela no momento da partida no motor;
b) Starter elétrico ou um bastão para bater a hélice: usados para produzir o movimento inicial no motor no momento da partida;
c) Chave de vela: É a 5/16, a padrão da Hobbico serve. É usada para tirar e colocar a vela do cabeçote.
d) Bomba de combustível: Usado para abastecer e desabastecer o tanque de combustível do aeromodelo. Para motores BE é a bomba usada para metanol.
e) Filtro de combustível: Usado para reter alguma partícula ou impureza antes de chegar ao carburador e evita entupimentos.
f) Tubo de silicone: Usados como manqueiras de combustível e pressão no aeromodelo e usado na bomba de combustível.
g) Vela para O.S BE: Lembre-se que a vela é diferente das O.S para metanol.

2- Manual dos motores BE em português com possível erro

Está amplamente divulgado na internete, mas acho importante deixar o link para o manual em português: http://www.bioetanolfuel.com.br/Manual/Manuais_OS-BE_35_55_75_120.pdf

Como qualquer manual, tem informações de menos, é um pouco confuso, mas leiam o manual, porque, mesmo assim ele possui informações importantes!

Com todo o respeito aos redatores do manual, mas acho que ele tem pelo menos uma impropriedade ou erro importante que dificultou muito nossas vidas de novatos (Hércules e eu).

Não tenho certeza se é um erro ou uma pequena confusão, mas deixou ao meu sobrinho e eu muito atrapalhados, mesmo lendo e relendo o manual e tentando segui-lo precisamente.

O erro ou a confusão está na página 30, item 3, refere-se a tabela de posições de fábrica da agulha de alta:
Cerca de 3,5 voltas (35BE e 55BE)

3 voltas e meia (55BE, o motor que nós amaciamos) é por demais "podre", pelo menos para meu .55BE. O nosso O.S BE hoje com o motor já amaciado e funcionando que é uma maravilha está  com 4 voltas, meia volta mais rico!

O que me levou a pensar que seria um erro no manaul foi a afirmação que segue no segundo parágrafo da página 31:
"A regulagem de fábrica assegura mistura rica", seriam 3 voltas e meia a partir da agulha toda fechada para o 55BE, mas regulado assim o motor apitava, esquentava e apagava em 30 segundos, bom pelo menos o nosso! Estávamos na época usando o combustível comercial para amaciá-lo.

ME INDAGO: Será que há alguma coisa errada com meu .55BE??? Que o faz funcionar com a mistura mais pobre do que o normal??? Se o seu motor .55BE ficar com a mistura rica com 3,5 voltas na agulha de alta, por favor, me informe por email (está em "Quem sou eu") para acrescentar esta informação aqui.

IMPORTANTE: Para conseguir a tal "mistura rica" no meu .55BE, depois de passar muita raiva, achar que tinha estragado o motor, pensado que o motor estava com defeito, eu fui abrindo a agulha até chegar a 6 voltas, então o motor funcionou de forma estável em "regime de quatro tempos".

Será que eu entendi algo errado? Abaixo tem um vídeo tutorial muito bom do usuário cjsninojr, na verdade o vídeo tutorial tão simples e didático que praticamente dispensa o trabalho que subscrevo, naquele vídeo ele repete o mesmo valor, mas no vídeo propriamente dito quando o motor é ligado está funcionando bem "gordo" (termo comum no campo, igual a mistura rica) e em "quatro tempos".

Meu conselho é USE A REGULAGEM APONTADO NO MANUAL PRIMEIRO, MAS fique atento ao som do motor, ao ligar ele deve ter este som:

É bom treinar o ouvido, então ouça várias vezes. Regule a agulha (abra) até chegar a este ponto.

Como treinamento escute, também, o som de "dois tempos" do motor quando a agulha de alta está mais fechada:



3- O amaciamento

Pensei em fazer um vídeo tutorial mostrando o processo, mas encontrei este ótimo no Youtube do usuário cjsninojr:

O autor está de parabéns pela iniciativa.


O processo todo é, resumidamente, dar partida no motor com a mistura muito rica e som de "quatro tempo" e deixá-lo assim por 1 minuto, depois fechar a agulha até o som ficar de "dois tempo" por 10 segundos, abrir a agulha para voltar ao som de "quatro tempo" por mais 10 segundos e assim por diante até o tanque acabar (página 33, item 2 do manual).

O que posso acrescentar que é bom ter alguém para cantar o tempo de mudança dos regimes de quatro para dois tempos e vice e versa. O processo todo demora bem mais tempo do que mostrado no vídeo, tudo deve demorar uns 10 minutos (o motor com mistura rica gasta bem mais combustível).

O motor demora meio segundo para responder ao ajuste da agulha, então feche/abra meia volta e espere o resultado, depois se percebe o ponto certo de cada mudança ("quatro" ou "dois tempos") e ficará fácil.

O que fiz a mais, mas foi da minha cabeça e não dou garantias, foi repetir com mais dois tanques esta última parte do processo de trocar os regimes de quatro para dois tempo a cada 10 segundos, mas pensando como o motor foi concebido para funcionar melhor em voo, isto deve ter sido desnecessário.

Para finalizar o amaciamento, já pronto para voo, deve dar partida no motor, empobrecer a mistura até chegar ao regime "dois tempos", mas sem exageros, quer dizer, a mistura deve continuar rica e a máxima rotação não deve ser alcançada (o fenômeno conhecido por "apitar" não deve acontecer) fazer alguns vôos assim e sem levantar muito o bico do modelo em voo (isto empobrece a mistura), e ir fechando um pouco (1/8 de volta) por voo para alcançar a potência máxima.
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Ultima observação: Requer paciência, mas dá para amaciar sem starter elétrico, batendo na mão mesmo.

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Bom amaciamento e excelentes vôos.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Sky Raider do Jarbas de Jesus em montagem

Jarbas de Jesus, morador da cidade de Patos de Minas/MG e aficionado por aeromodelismo teve sua atenção despertada para meu blog em virtude do post "Fazendo combustível para motores O.S. BE (bio-ethanol) - parte II"

Ele escolheu para seu treinador o motor O.S Max .55AX-BE (Etanol), exatamente igual ao que uso. 

Segue fotografias do seu recém adquirido Sky Raider Mach 1 ainda não completamente montado:
Sky Raider Mach 1
Detalhe do encaixe da asa no berço
Visão de todas as peças do Sky Raider Mach 1



Jarbas, não se descuidou da eletrônica, além de um motor de primeira linha (O.S Max), escolheu um Futuba conforme lista que segue:

Aeromodelo: Sky Raider mach 1 asa alta
Motor: O.S 55AX Bioetanol
Radio: Futaba 7c 7ch 2.4 Ghz com 4 servos Futaba digital S3152 de alto torque
Bomba de combustivel: Dubro gas/glow
Aquecedor de vela: dubro 1.700
Helices: APC 12x6

Além dessa lista, eu sugeri que ele trocasse as pífias baterias Ni-Cd que vêm com o kit Futaba por baterias de alta capacidade Life para não ter dor de cabeça com isso, também, sugeri que ele adquirisse um monitor de voltagem.

Prometi e já estou trabalhando (está sendo um pouco trabalhoso) em um tutorial de como amaciar o motor O.S BE, já adianto para os incautos que não é possível amaciá-lo usando o manual que vem com ele, seja em inglês ou português.

Me felicita muito ver mais uma pessoa iniciando no hobby e principalmente de forma correta, com equipamento de boa qualidade. 

Muito boa sorte Jarbas de Jesus e bons vôos.

Visita Aero-Xerém em 20/02/2012

Visitei o Aero-Xerém na companhia de meu sobrinho Hércules, meu primo Pedro, que fotografou bastante, e um novo amigo e aspirante a construtor, o Luciano Estácio.

Era segunda-feira de carnaval, então não foram muitas pessoas, mas mesmo assim tinha coisa interessante para ver.

Este modelo é realmente incrível de se ver voando:
Modelo rápido e acrobático do Alexandre

Era necessário percorrer toda a pista para haver condições de decolagem, mesmo assim as condições de vento deveriam ser perfeitas. 
O modelo era pesado então seu voo era crítico. A primeira tentativa falhou

Esta tentativa quase falhou. Esta fotografia foi tirada ao mesmo tempo que o vídeo abaixo foi gravado:
O modelo do Alexandre finalmente alçou voo com certa dificuldade

O Modelo tem um voo muito rápido e acrobático, vejam o vídeo:



Este Telemaster foi munido com um motor de helimodelo:
Telemaster .30 com motor de helimodelo

O vídeo do Telemaster acima:



Nosso Avistar, também, não fez feio naquele dia:
Avistar .40 em um passagem baixa - foto do meu primo Pedro
Avistar pousando:
Avistar .40 prestes a tocar o solo

O nosso Avistar protagonizou um teste com GPS para medir a velocidade
Detalhe do GPS Data Logger sendo posto embaixo do trem de pouso do Avistar
Para maiores detalhes sobre esta experiência acesse o post GPS Data Logger usado em aeromodelos para medir velocidade

Slideshow das fotografias daquele dia:


GPS Data Logger usado em aeromodelos para medir velocidade

Eu, meu sobrinho e meu primo Pedro visitamos o Aero-Xerém, voamos, fotografamos e conversamos muito sobre assuntos relacionados ao aeromodelismo. 

Nosso Avistar .40 com o superdimensionado motor O.S MAX .55AX-BE está bem rápido e está nos deixando muito orgulhosos quanto a isto, apesar de ser um treinador e não ser o forte dele.

Em determinado momento meu primo perguntou se tínhamos ideia qual era a velocidade máxima que nosso modelo alcançava, respondemos que não sabíamos, então ele perguntou qual era a capacidade útil de carga do modelo, o que ele queria saber era se daria para o modelo carregar o GPS dele para sabermos a velocidade. 
Avistar .40 com GPS Data Logger instalado embaixo do trem de pouso

O aparelho que ele tem não lembra em nada um GPS comum, o aparelho é do tamanho de uma caixa de filme fotográfico, deve pesar uns 60 g. Ele armazena em um chip a cada período de tempo pré-programado (1s ou 10 s, por exemplo) a posição geoespacial de pontos formando um caminho. Medindo a distância entre aqueles pontos e calculando usando por referência o tempo pré-programado dá para estimar a velocidade média entre cada ponto, e, também, permite visualizar a trajetória percorrida usando o Google Earth.

Segundo meu primo, após a experiência, ele atualizou o firmware (programa que controla o dispositivo) e agora ele, também, grava a velocidade em Km/h, facilitando muito o trabalho, pois não há necessidade de cálculos.

Na prática cria um rastreamento completo dos movimentos do aeromodelo, conforme a imagem abaixo:
Observem que as curvas convergem para uma linha que é a pista onde estava fazendo as passagens.
As informações pertinentes ficam marcadas como pontos como na imagem abaixo:
O GPS Data Logger grava o dia, mês, ano, hora e segundos de cada ponto permitindo saber qual é a ordem em que eles se sucedem. 

Esta imagem mostra as redondezas do Aero-Xerém:
O clube fica onde está o marcador - dá para ver uma estrutura vertical que é a cobertura, a pista é a grama mais clara do lado esquerdo da estrutura

Clique aqui para fazer o download do tracker logger que gravamos naquele dia (Vá em "Arquivos", depois "Fazer download") - É visualizável com o Google Earth (clique aqui para baixá-lo)

O vídeo do voo em que gravamos o GPS logger:

Resultado calculado pelo meu sobrinho das velocidades do modelo:

  1. Taxiando: 6 a 10 Km/h
  2. Decolando: 27 a 52 Km/h
  3. Primeira volta com motor com regulagem ruim: 81 a 100 Km/h
  4. Pouso para ajustar a agulha de alta: Alça da curva: 50 km/h; aproximação final: 37 Km/h e toque: 25 Km/h
  5. Melhor volta: 105 a 132 Km/h!


Este modelo é muito parecido com o GPS Data Logger usado na experiência que realizamos e pode ser comprado por menos de R$ 200,00 no MercadoLivre.com: