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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Visita ao Aero-Xerém em 25/02/2012

Em um dia muito quente eu, meu primo Pedro e meu sobrinho Hércules fomos ao Clube de Aeromodelismo Aero-Xerém. Não foram muitos aeromodelistas, acho que pela proximidade com o final do carnaval.

Tucano T-27 simplesmente maravilhoso. Pena que não tive a oportunidade de gravá-lo em vídeo em voo:
Tucano T-27 - observe o detalhe do co-piloto.
Ligando o motor:
Tucano T-27  dando partida 
O modelo foi posto em aceleração e deixado na base até o fim do tanque, talvez para algum teste:
Tucano T-27 - em aceleração máxima

Este Piper Cherokee elétrico voou bastante lá, infelizmente não o gravei em vídeo.
Piper Cherokke elétrico em passagem em baixa altitude
O Piper Cherokke elétrico não tinha trem de pouso, mas era munido de peças que protegem a asa ao tocar o solo:
Piper Cherokke elétrico - detalhe de abas de segurança abaixo das asas
Piper Cherokee vindo para pouso:
Piper Cherokee - quase tocando o solo.


Este Funtana X estava ótimo e foi magistralmente pilotado, deveria ter captado o voo em vídeo.
Funtana X - belo modelo.

Mayhem 40 com excelente motorização fez belo voo.
Mayhem 40
Mayhem 40

Fizemos experiência com o GPS Data Logger como forma de gravar a velocidade e o caminho percorrido pelo aeromodelo em voo.

Estava vendo um vídeo do Antônio Lázaro que entrou na era do voo FPV (first person view - ou visão em primeira pessoa) com OSD (telemetria) que informava em tempo real a velocidade do modelo. Muito maravilhoso, mas acho que para modelos no-FPV nossa solução mais simples seja mais recomendada, porque não agrega peso nada e não cria arrasto.
No notebook em primeira mão vimos o caminho percorrido pelo modelo e podemos até reconhecer que foi aquilo mesmo que o modelo fez.
O GPS Data Logger gera um arquivo que no Google Earth fica assim:
Tracker log com waypoints gerado pelo GPS Data Logger - note que ele informa a velocidade do modelo a cada ponto.
Com os waypoints (os pontos com as informações) a imagem fica muito poluída, mas se desabilitá-los na "Barra lateral" do Google Earth e afinarmos a linha do tracker log (caminho) obteremos o seguinte resultado:
Tacker log (caminho) do voo do Avistar no teste realizada naquela manhã.
Na "Barra lateral" do Google Earth desabilitando o tracker log (caminho) e desmarcando todos os waypoints e depois manualmente marcando os waypoints que nos interessam e usando a aba "Caminho" da ferramenta "Régua" podemos traçar uma manobra específica. Abaixo eu tracei a manobra de decolagem:
Caminho extraído do tracker log na decolagem - observe que meu sobrinho ao decolar foi levemente para esquerda e depois virou para a direita.
Se quiser ver o tracker log que gerou as imagens acima clique aqui para baixá-lo (acesse "Arquivo", depois "Fazer download"). O arquivo é aberto com o Google Earth.

Fiz há pouco um post sobre o assunto: GPS Data Logger usado em aeromodelos para medir velocidade


Peripécias no nosso Avistar .40
Avistar .40 - observe a câmera embaixo do trem de pouso.
Este é o vídeo resumo dos vôos do Avistar pilotado por meu sobrinho:


Ele errou no pouso (final do vídeo acima) e amassou o trem de pouso:
Avistar .40 com trem de pouso amassado - detalhe da câmera em cima da asa. 
Infelizmente a mini câmera HK não funcionou corretamente e não captou vídeos onboard. Estamos desconfiados que seja vibração em excesso, vamos estudar mais o problema e postarei o resultado depois.  

O Funder & Lightning KFm2 com 110 Cm de envergadura fez um voo seguro:
Funder & Lightning KFm2
Vídeo do voo do Funder & Lightning KFm2:

A motorização estava fraca, o modelo era mantido no ar por causa da baixíssima velocidade de estol, mas não era possível fazer acrobacias com segurança.

Parecia um modelo para velhinhas! Isto me desagradou muito porque a proposta do modelo é outra, que tem um potencial de acrobacia muito bom. Voltaremos a bancada e testaremos outros conjuntos motorizações/hélices. Se quiser ver detalhes do modelo acesse o post: Funder & Lightning KFm2 - voo e queda

Slideshow das fotografias do dia:

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Funder & Lightning KFm2 - voo e queda

Estou construindo este modelo para meu sobrinho Hércules. O modelo foi baseado no projeto do RCGroups.com (clique aqui). 

Fiz algumas modificações, como aumentar a envergadura para 110 Cm e usar perfil KFm2. O resto é igual ao projeto do RCGroups.com
Funder & Lightning - KFM2
Funder & Lightning - KFM2
Funder & Lightning - KFM2
Dados básicos:
Envergadura: 110 Cm; Corda média: 22 Cm
AUW: 570 g (ficou um pouco pesado)
Motor: TGY AerodriveXp SK Series 28-22 1200 KV 150W (poderia ter mais motor)
ESC: Turginy Plush 25A; Bateria: 3S - 2200mA/h
Servos: 3 HK 9g.
Hélice: 8x5



Minhas impressões sobre o voo foram que o ângulo acentuado que pus no downtrust foi exagerado fazendo o modelo picar quando eu acelerava, precisei cabrar muito o modelo para mantê-lo nivelado. Quando tirei o motor o modelo perdeu a tendência de picar, então acho que o CG não estava atrasado. O comando do profundor não estava ok, também, acho que o servo não estava muito bom. 

Estes dois fatores fizeram que fosse muito difícil manobrar o modelo com liberdade, não consegui fazer um looping, nem rolar o modelo. É óbvio que há algo errado com o modelo, pois todos que o construíram falaram muito bem das capacidades acrobáticas do modelo. Se não for isto, então o problema pode ser com o perfil KFm2, seja porque não se adaptou as características do modelo ou o fiz mal feito. 

Quando tentei rolar o modelo houve uma tendência muito grande do modelo picar, entrei em parafuso e derrubei o modelo.

Na queda o bico ficou bem danificado. A eletrônica, por sorte, sobreviveu ilesa.

Vou reparar o bico, diminuir bem o ângulo de downtrust e rever o servo/comando do profundor e tentar de novo.

Apesar da queda, foi bem divertido voar com o modelinho, que ficou até bonito.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

TGY AerodriveXp SK Series 28-22 1200 KV 150W - teste de bancada

Estou montando um pequeno avião elétrico para meu sobrinho brincar no trabalho dele e o modelo escolhido foi o Funder & Lightning pela facilidade de construção e características acrobáticas.

Montei a asa com perfil KFm2 e 110 cm de envergadura. Fora o perfil Kline-fogleman e fazê-lo um pouco maior, não há nada demais neste projeto em particular.
Funder & Lightning KFm2 e 110 Cm de envergadura

Para motorização tenha a disposição este motor:
TGY AerodriveXp SK Series 28-22 1200 KV 150W 
É um motor ruim (foi descontinuado) e com certeza estes 150 W inscritos não expressão a potência real do motor.
Para motores desta mau fadada série SK (são produtos assim que fizeram a má fama da HobbyKing.com), tem que haver um limite severo de corrente, por segurança, então estipulei para 3S (a única bateria que tinha para testar) o limite de 10A (~110W). 

Realizei teste de bancada com as hélices que tinha disponível. Segue o resultado: 

Hélice Corrente Potência RPM Empuxo
9x6E TGS 12A 148W 6800 500g
9x4.7E TGS 13A 160W 6800 510g
9x4 TGS 11A 135W 8100 390g
9x3.8SF  TGY 11.7A 141W 7600 523g
8x8 JXF 11A 136W 8070 370g
8x7¹  11A 136W 6600 350g
8x6E TGS 12A 148W 6300 360g
8x6 JXF 9.6A 116W 8700 420g
8x5² 9A 102W 8500 430g
8x4 TGS 9.4A 116W 9300 400g
7x6E TGS 8.7A 107W 9600 340g
¹ Eletric Master Aircrew; ² G/F 3 Series Master Aircrew; os campos em vermelho representam a ultrapassagem da margem de segurança estipulada.

Bateria Turginy 2200 mAh 3C (capacidade máxima do motor)
ESC Turginy Plush 25A
Tacômetro Turnigy
Watímetro Turginy
Sistema de medição de impulso estático à alavanca com uso de balança de precisão (presicão de ~5%)

Acredito que usarei a hélice 8x5 para empuxo ou a hélice 7x6E para velocidade se o modelo ficar em torno de 450g RTF como esperado. 





segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Clone de Alula KFm2

Ainda pensando de modo geral em voar com planadores e de modo especial em voar em encosta. Comecei a pesquisar/construir modelos que possam ser capazes dar base para minhas primeiras experiências em slope. 

É obvio, que melhor seria se eu me associasse a um grupo ou clube de planadorismo R/C para "aprender o caminho das pedras", mas isto para mim fica difícil, pois o mais próximo dista de minha casa mais de 30 km e sou um aeromodelista sem automóvel (ainda). 

Gosto de modelos com aparência diferente e de construção alternativa, então achei o projeto perfeito, um clone do Alula, que já é um modelo estranho (ele tem um enflexamento negativo ~2 Cm, puxa vida!) e com perfil kline-fogleman ainda é melhor (veja no final do post uma explicação sucinta sobre o assunto)

O projeto básico tirei desse post: http://www.e-voo.com/forum/viewtopic.php?t=116446
É da autoria do Alexandre Lopes o mesmo construtor do Nature motoplanador movido a energia solar.

Do post acima eu me baseie no V2 (KFm2 - depron 5 mm + isopor p0 10 mm):

Alula KFm2
Vista em perspectiva do modelinho. O pod é oco e a tampa é presa por dois pequenos parafusos.

Ainda não instalei os servos, mas eles ficaram um pouco a frente do meu dedão na foto (para adiantar o CG o máximo).
Alula KFm2








Vista de cima. O autor do post fez o modelinho um pouco menor e mais leve, mas como eu o quero colineiro, achei que isto iria ajudar, fazê-lo um pouco maior e mais pesado. Ele usou fita transparente para reforçar o isopor p0, mas não resisti em usar fita colorida, é a parte amarela e preta.
Alula KFm2





Vista de baixo. Meu modelo tem 98 Cm de envergadura. A corda na raiz tem 26 cm e a ponta 18 Cm (corda média 22 cm). Me baseie em outro projeto do RCGroups do Alula KFm9 para fazer o gabarito desenhado à  mão. O desenho original estava em polegadas, acho que errei algo porque ela ficou gordinha. 





Sem eletrônica está com 112g e vou emagrecer os servos, bateria e receptor o máximo para deixar bem leve. Vou adiantar a eletrônica o que puder, pois percebi (de outro projeto semelhante) que o modelo sem lastreamento fica com CG muito, muito atrasado (passando o desenho pela calculadora de CG, este entre fica entre 40 mm a 45 mm do bordo de ataque).

Os perfil Kline-fogleman, tem muitas teorias sobre como estes perfis em escada funcionam, mas não caberia aqui discuti-los (na verdade nem as entendo direito).

Explicarei os cuidados necessários para construir asas com estes perfis:

1) o passo ("step" na figura abaixo) e a porcentagem da corda onde haverá a escada contando com o aileron. Então, por exemplo, uma asa com 200 mm de corda (largura da asa) para o perfil KFm2 com o passo a 50 % da corda (consulte a tabela abaixo) então ficaria a 100 mm do bordo de ataque;
2) a espessura máxima ("thickness" na figura abaixo - isto é muito importante!) deve ser respeitada e cada perfil tem uma espessura máxima, por exemplo, a asa com 200 mm de corda para o mesmo perfil, a espessura máxima ficaria entre 14mm a 18 mm.
Para uma asa retangular tudo ok, mas minha dificuldade foi para asas trapezoidais, porque a corda varia. Minha Alula com 26 a 18 Cm de corda (raiz a ponta) uma média de 22 cm de corda, então foi daí que calculei a espessura máxima. Antes fiz um teste variando a espessura conforme a corda variava, mas isto complicou muito a construção e vi que todos as pessoas que trabalhavam com este perfil mantinham a espessura fixa, então resolvi calcular pela corda média mesmo!
3) o bordo de ataque (conselho do Alexandre Lopes diretamente para mim, ele frisou isto) é preciso fazê-lo como se fosse uma perfil comum, quer dizer, não basta arrendondá-lo, é necessário trabalhar com a lixa para fazer a curvatura correta do bordo de ataque para que o perfil funcione.