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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Mini DLG da Hobbyking

Tenho me interessado cada vez mais por planadores. Vendo o E-voo.com me deparei com um post sobre Mini DLG da Hobbyking, (por ~US$ 98,00 + frete de ~US$ 49,00). Resolvi encomendar e umas semanas depois recebi uma caixa bem grande pelos Correios.

Caixa do Mini DLG Hobbyking -  uma caixa dentro da outra com plástico bolha
DLG (discus launch glider) ou planador lançado como disco é aquele cujo o arremesso se dá girando o corpo e liberando o planador nesse giro para que o modelo ganhe um grande impulso. Este é um DLG de baixo desempenho, mas DLG de alto desempenho chegam a custar fácil US$ 1.000,00 e são todos feitos com materiais compostos (fibra de carbono, fibra de vidro e aramida/kevlar) e materiais de primeira. A categoria desse tipo de modelo é F3K.

Mini DLG Hobbyking - 95 Cm de envergadura - 130 g AUW
O planador vem pronto para voar, com dois servos para controlar o leme e profundor, asa em balsa já montada, pod de plástico. A descrição do produto diz que montante, tail boom e junta da asa em fibra de carbono (?). 

Pesei cada parte separada:

Fuselagem com deriva e servos : 54.8g
Asa (que vem já pronta): 51g
Estabilizador horizontal: 6g

Com a bateria e receptor tive que inventar para poder usar o que eu tinha em casa, já que o peso é crítico nesse tipo de modelo e o espaço é bem restrito. 

Conector para pequenas baterias de um lado e  padrão Futaba do outro lado
Cortei o adaptador e soldei três diodos de uso geral que havia tirado de uma fonte qualquer (serve qualquer um de silício). O anodo o diodo (sem a marquinha) deve ficar virado para o fio vermelho que vem da bateria.
Micro conector cortado e 3 diodos para reduzir a tensão em 2.1V 

Redutor de tensão pronto - necessário para usar uma lipo 2S e reduzir a tensão para 6V - peso: 2.4g
 O redutor de tensão é necessário para que eu pudesse usar uma Lipo 2S que totalmente carregada tem ~8V. Cada diodo reduz 0.7V, três totalizam 2.1V. Alternativamente poderia usar um BEC, mas não tenho um tão leve. 
Lipo 2S 120mAh - peso: 9.2g

Receptor HK 6 canais com seu respectivo invólucro - peso: 9.2g

Receptor HK 6 canais sem o invólucro - peso: 6g - emagreci 3.2g

Total de peso da bateria, conector e bateria: 17.7g
Total AUW (pronto para voar): 129.5g

Exatamente o recomendado no manual. Essa bateria e receptor chegou o C.G (centro de gravidade) ao ponto certo.

A única alteração que fiz no planador foi instalar um "linkage stopping" de 1.8mm no horn do profundor, porque não gostei do esquema de prender com um "Z" link esse comando. Com um "linkage stopping" fica muito mais fácil desmontar/montar o conjunto estabilizador/profundor, o que facilita o transporte, já que o estabilizador é preso com um parafuso.
Linkage stopping 1.8mm usado

 O voo: eu não sei voar direito com esse troço, mas estou aprendendo e foi muito divertido tentar pegar uma térmica ou surfar no pequeno lift térmico que o morro gerava sob o vento fraco. Morro que eu estava tinha no máximo 30 metros com vento fraco e mau aproado.

Com pouco vento às 13h:


Voo com um pouco mais de vento às 16h:

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Visita ao Aero-Xerém em 28/04/2012

Eu e Hércules, meu sobrinho, fomos voar na tarde de sábado (28/04/2012) no Aero-Xerém. 

O céu estava nublado e não estava quente. 

Não compareceram muitos aeromodelistas como esperado, por causa do feriadão.

PARAQUEDAS NA TÉRMICA?

Naquele dia o Gilvan usando um modelo elétrico soltou um paraquedas bastante simples, um sacola grande de lixo e alguns fios de linha de pipa.


Assistindo o vídeo, verá que o paraquedas cai como esperado, mas em determinado ponto ele simplesmente pára por cerca de 1m53s. Ficando parado em um ponto. Dá para se certificar disso usando o céu como ponto de referência.

Será que o paraquedas pegou uma térmica? Lá no Aero-Xerém tem muitas térmicas, pelo que já me disseram alguns planadoristas que visitaram o clube. MAS esteva um dia relativamente frio e sem sol. A ascensão orográfica (lift), acho eu, que está descartado, já que o paraquedas estava muito algo e longe do morro, ademais, o lift vem com o vento, não estava ventando e se estivesse o paraquedas teria sido empurrado para longe.

SPOT ON

Um destaque foi o Bruno, apenas 13 anos de idade, ele pilotou este Spot on e como sempre deu um show:
World Models Spot on - modelo F3A - detalhe do voo em faca

Este modelo é da modalidade F3A, modelo de acrobacia, note que o momento de cauda é bem longo para facilitar as acrobacias.
World Models Spot on - modelo de acrobacia ou F3A - detalhe da bequilha traseira e a roda esquerda ainda não tocaram o solo

COBRA CORAL

Este modelo foi construído por meu sobrinho Hércules. Ele se baseou em um Ugly Stick asa baixa, mas fez diversas modificações, usou perfil KFm4 e asa elíptica. Entelei-o com cores vibrantes  e ficou bem legal.

Infelizmente o arame do profundor soltou,  perdi o controle,  cai e este foi o resultado:
Cobra Coral - Ugly Stick asa baixa - caiu de bico.

COMBATE DE ZAGI - aeromodelismo de demolição

Outra coisa que esta virando febre no clube é o combate entre zagis. Algumas fotos e vídeos.
Zagi ou asa voadora do Ney perseguindo a zagi do Samir

Zagi ou asa voadora em combate ou dogfight
Quatro asas voando uma contra a outra:

O combate é muito legal, mas cobra seu preço:


OUTROS DESTAQUES

Modelo asa alta do Alexandre. Ele quase sempre voa com modelos com motorização bem potente. Em vídeo contido em outro post, ele até perde o estabilizador em pleno voo por causa da força G.

Ainda bem que dessa vez correu tudo bem.

CAVEIRÃO DO GILVAN 

Um Extra 300 com uma entelagem muito bonita e diferente. Eu acho muito bonito o modelo e seu voo.



Avistar

Nosso Avistar (Meu e do Hércules) voou pouco naquela tarde.
Avistar .40 com motor O.S MAX .55 AX-BE

Este vídeo mostra o pouso em que o motor apagou na aproximação final do pouso.


O problema estava na regulagem da agulha de lenta do nosso O.S MAX .55 AX-BE. Enfrentamos problemas ao ligar o motor na primeira vez naquele, primeiro foi o filtro que estava entupido, Alexandre descobriu o problema pela falta de combustível no carburador.

Havia uma sensível diferença de temperatura entre o último dia em que voamos e aquela data, o Alexandre, tem experiência suficiente e muita boa vontade, tentou regular a agulha de lenta, mas não conseguiu, ele foi ajustando o trim do acelerador até -120 e mesmo assim a lenta estava muito ruim e instável. O resultado foi que ficamos em uma situação em que se o acelerador do motor fosse posto alguns dentes abaixo da metade da aceleração o motor ratiava e apagava, e se acelerado um pouco a mais do meio, praticamente, ia a toda aceleração.

Ainda bem que consegui, usando uma busca aleatória em espiral, encontrar o ponto em que o motor foi ficando mais estável e com a lenta na condição normal, precisei só -16 de ajuste no trim para deixar o motor com a lenta baixa suficiente e muito estável, mas foi preciso fechar a agulha de lenta em 2,5 voltas, quer dizer, estava muito fora.

Apesar da experiência, acho que Alexandre, acostumado com os motores a metanol, sentiu muito diferença ao ajustar o etanol. Preciso conversar com ele sobre as impressões que ele teve.

Slideshow das fotografias tomadas naquele dia: