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sábado, 1 de outubro de 2011

Nature - aeromodelo brasileiro 100% movido a energia solar

No fórum do E-voo.com descobri um projeto que está em fase de finalização que propõe um aeromodelo totalmente movido a energia solar. O post original pode ser acessado em: http://www.e-voo.com/forum/viewtopic.php?p=1091153

Na verdade é um modelo F3K (planador rádio-controlado lançado a mão, se quiser ver algo sobre isto clique aqui) modificado para motorização e com CÉLULAS SOLARES!

O vídeo abaixo mostra um teste com as tais células solares, duas no total:

Observem duas peças presas com fita branca acima dos servos, são capacitores, uma solução elegante para lidar com a incapacidade das células solares em produzir corrente suficiente para o motor e eliminar uma possível pane elétrica no receptor e servos. Abaixo eu explico que na teoria o capacitor funciona, mas na prática não.

No corpo da árvore de discussões o autor menciona que está fazendo experimentos com capacitores de carga para voar bem alto. Talvez tenha que pôr capacitores melhores, de alta capacidade para finalidades específicas (1 F para cima, para os entendidos em eletrônica 1 F é muito, mas é pouco para este uso e não daria para nada), não sei bem, só acompanhando mesmo para saber. Se isto se der vai ficar mais difícil o projeto, pois estes capacitores não são encontrados facilmente no Brasil.

 O que é capacitor? 

Uma analogia para se compreender a função do capacitor nesse contexto, é a seguinte: 
Nas casas norte americanas comumente as pessoas bebem água direto das torneira e no Brasil não. Muitos dirão que a qualidade da água norte americana é melhor em comparação a brasileira, mas isso não é necessariamente verdade. O problema é que usamos em nossas casas reservatórios de água (caixa d' água) e nesses reservatórios a água perde qualidade.
Então porque as usamos em nossas casas? O problema é a intermitência na distribuição de água no Brasil, ora tem água, ora não tem. Então a solução é pôr um reservatório que mantém o suprimento de água constante nas torneiras. Quando falta água corrente (ou da rua como se diz no Rio) se usa a água da caixa/reservatório. Quando a água corrente volta o reservatório é enchido novamente para uso posterior.
O capacitor funciona como um reservatório de corrente elétrica, quando as células começam a gerar energia vai carregando o capacitor devagar, (mesmo, que na comparação com a água, esteja só gotejando energia) e depois quando se acelera, os capacitores conseguem descarregar corrente rapidamente e em quantidade razoável por um tempo mais ou menos curto. Depois o processo de encher o reservatório (capacitor) é retomado e se repete indefinidamente e sem limites (pelo menos elétricos). Tudo aqui escrito está correto na teoria, mas pesquisando um pouco mais um capacitor leve o suficiente não daria conta da tarefa, na prática o capacitor descarregaria muito rápido em menos de 1 segundo.
Pesquisando vi propostas de usar baterias Lipos com circuitos de recarga em voo para aproveitar o momento em que o motor estiver desligado no voo a questão aqui é a relação entre massa e quantidade de energia que o dispositivo/bateria suporta levar, neste caso grama por grama a bateria conseguiria levar mais energia.

Usar motoplanador é uma excelente opção!

Por isso, no minha opinião, a ideia de um motoplanador solar é brilhante, porque mesmo que o sistema não produza  energia suficiente para manter o vôo motorizado o tempo todo, poderá produzir energia suficiente para armazenar no capacitor, se este for corretamente dimensionado, que possibilitará ao motoplanador uma retomada de altitude para buscar, após isso,  uma termal ou esperar que os capacitores recarregarem para uma nova retomada. Novamente aqui a teoria é boa, mas o capacitor não seria capaz de guardar energia suficiente para manter o motor ligado por tempo que fizesse alguma diferença em voo. Quem sabe a ideia de usar bateria que seria aos poucos recarregada pela células solares seria viável. PARABÉNS ALEXANDRE. 
Fotos do Nature, retiradas do post original: E-voo.com

Quanto as células solares em si (na foto acima são os retângulos pretos), consegui encontrar no Mercadolivre por R$ 8,00 a unidade, nesse projeto estão sendo usados duas, então com menos de R$ 20,00. Somente uma ressalva, lendo o tópico se percebe que no Mercadolivre os vendedores mentem com relação ao peso das células que é bem maior que é na verdade em torno de 50 g.

Estou acompanhando o tópico do E-voo.com e tomará que dê certo, mas agora estou menos crédulo, vou pesquisar e postar os projetos estrangeiros que voaram, mas saí caro, porque se usa uma célula flexível: uma célula solar pequena chega perto de US$ 30,00. Vou postar as novidades.


terça-feira, 26 de julho de 2011

Trequinho - HLG de isopor e bambu - continuação

Estou montando um HLG (hand launch glider - planador lançado a mão) de bambu e isopor, que batizei de Trequinho, inspirado no projeto do Raphael Rigoti (canal dele no Youtube: Youtube/rapharigoti).

Postei vários avanços na construção, terminei a fuselagem, empenagem e terminarei em breve a linkagem e a montagem da eletrônica.

Aqui está a foto do meu Trequinho quase pronto:

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Estabilizadores e fuselagem do Trequinho (HLG de isopor e bambu)

Estou montando o Trequinho um HLG (hand launch glider - planador lançado à mão), inspirado no projeto do Raphael Rigoti do Youtube (Youtube/user/rapharigoti). Estou aprendendo muitas lições úteis em construção e uso de materiais alternativos.
O projeto do Raphael é para ser feito rápido (o corte da asa é com faca, ele usa isopor comum, usa cola quente e etc, mas há uma curva de aprendizagem e, também, estou fazendo algumas alterações que estão fazendo demorar um pouco no projeto (eu sou lerdo).

Fotos do pequeno progresso de hoje:

O estabilizador horizontal e vertical do Trequinho. Entelei com fica adesiva (amarela) e celofane (vermelho). Passei uma camada muito fina de cola PVA base álcool (cola de isopor) diluída 1/10 em álcool comum, deixei secar e enteilei com ferrinho que ativou a cola PVA com o calor, cola PVA funciona como cola de contato (dica do E-voo.com). O interessante é que ficou muito firme, leve e o celofane aderiu como se fosse uma fica adesiva. A cor do celofone ficou muito sólida, porque escolhei em várias papelarias um celofone vermelho com cor mais sólida.

Fuselagem do Trequinho. Usei varetas de fibra de vidro 1.4 mm para reforçar ao invés de bambu, tenho o material disponível então resolvi usá-lo. Colei as varetas com cola quente. Ficou razoavelmente firme, mas vou reforçá-lo com fica adesiva, com a vantagem de decorar o modelo, espero que não fique pesado.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Teste de Linkagem do Trequinho (HLG de bambu e isopor)

Pessoal, aqui vai um curto vídeo do teste de linkagem dos flaperons do Trequinho, planador lançado a mão de bambu e isopor. Estou usando na linkagem dois servos HTX de 9g e arames de aço de pneu.

Fiz o teste com o servo tester GWS, que é essa caixa pretinha abaixo na foto.


sábado, 16 de julho de 2011

Ballet acrobático de planadores

Pessoal, encontrei na internete esse blog: PureAirCarving que pelo vi é focado em planadores.

Há pouco tempo conversei com o pessoal do clube de aeromodelismo no sentido de que nunca tinha visto ou sabido de vôos em formação de aeromodelos ou sequer manobras sincronizadas entre dois ou mais aeromodelos.
Já vi manobras estonteantes, mas sempre com um único modelo, mas no vídeo abaixo tive a grata alegria de ver acrobacias sincronizadas entre planadores é muito legal vejam:

Os modelos são F3K, planadores radio controlados lançados a mão, estes mais precisamente DLG (Discus Launch Glider - Planador lançado como disco).

A foto abaixo ilustra um modelo desses. Navegando um pouco no blog acima citado verifiquei que eles são feito com materiais compostos de tecnologia espacial (kevlar, fibra de carbono e materiais de grande qualidade) que conferem leveza, resistência e características aerodinâmicas fantásticas, realmente são hi-end.

 Se meu Trequinho HLG de bambu e isopor ver um modelo desses vai desmontar de vergonha.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Trequinho - HLG de isopor e bambu

Mais um pequeno avanço no projeto do Trequinho, HLG (Hand launch glider - planador lançado a mão). Coloquei os flaperons que prendi com fita filamentosa, pensei que daria um acabamento legal. Estou com dificuldade em fazer o montante do dois servos que ficarão em baixo da asa.
De Bancada

terça-feira, 5 de julho de 2011

Planador lançado a mão

Comecei uma construção de um planador HLG (Hand launch glider - Planador lançado a mão). Na verdade foi inspirado no HLG de isopor e bambu do Raphael Rigote (canal Youtube: http://www.youtube.com/user/rapharigoti).

O vídeo o planimodelo abaixo, observe como voa bem.


A princípio achei a idéia um pouco antipática e fiquei desconfiado, usar faca para cortar o perfil alar da asa e bambu com cola quente como reforço, mas fiquei impressionado com os resultados desse moço e resolvi montar um planador baseado na técnica dele.

A diferença é que, usando uma técnica parecida, cortei com cortador elétrico e dei acabamento lixando bem a asa. Curvei os bambus com calor para formar um pequeno poliedro (devo fazer outra sem poliedro para testar uma asa mais semelhante à original). O isopor é o mesmo P0 (de papelaria) com 15 mm de espessura. Usei bambu arredondado no bordo de ataque, bambu afilado no bordo de fuga e dois bambus quadrados como longarinas no parte mais grossa do perfil. O meio da asa foi entelado com cefofane (ficaria com um resultado melhor, acho eu, se eu usasse um soprador térmico para encolher mais o celofane - estou para comprá-lo) e as pontas da asa com fita adesiva colorida para enfeitar mais. A envergadura é um pouco mais de 120 Cm de envergadura e 12 Cm de corda.

Vou instalar dois servos de 9g (não sei como ainda) para usar o esquema de flaperon, isto é muito útil num planador lançado à mão, porque com pouco flaps se aremessa o modelo para com muita penetração subir muito e quando chega lá em cima dá mais flaps e garante mais tempo de planeio. Vou montar a fuselagem mais próximo do original, de isopor P0 e varetas de bambu com cola quente e empenagem de depron.

Asa de isopor de um planador HLG (sem os flaperon)