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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Maravilhosos designs de aeromodelos - parte II

Outros designs de aeromodelos que eu premiaria.


4- Funder & Lightning
Funder & Lightning - RCGroups.com




















Modelinho simples e bonito inspirado no P-38 Lightning um caça norte-americano da WW-II. 

É relativamente fácil de construir, tem características acrobáticas e voo estável. Só não é um bom treinador pelo que pude ler, porque ele reage rápido demais para iniciantes.

A cauda dupla dá uma visual interessante, muitos o construíram.

Também há um post no E-voo.com sobre ele: clique aqui para ver. Para ver a árvore de discussão no RCGroups.com basta clicar no link da foto acima.



5- Birdwing
Birdwing - RCGroups.com
























Birdwing - RCGroups.com
























Esta é uma plank de alta performance, realmente muito bonita inspirada numa borboleta, com os seguintes objetivos:
a) Voo em slope com ventos fracos;
b) Voo termal em terreno plano com com aplicações HLG (hand launch glider - planador lançado a mão) e DLG (discus launch glider - planador lançado como disco).

O tipo de construção é estrutural, com nervuras de balsa e longarinas de madeira, com certeza é um projeto relativamente difícil, mas o resultado ficou muito bom.

Lançamento HLG - muito bonito o voo.



Lançamento DLG - parece até um urubu cruzando os céus.


6- Windrider Dandelion
Windrider Dandelion - RCGroups.com
















Windrider Dandelion - detalhe do acerto no desenho do elevon - RCGroups.com


















Um modelo com com enflechamento negativo (cerca de -5º), gostei desse desenho exatamente por isso, pois o modelo fica parecido com uma ave de voo termal, apesar do problema do CG ficar muito a frente com este tipo de configuração.

Será que realmente este enflechamento diminui o arrasto induzido e aumenta mesmo a manobrabilidade?

O projeto foi desenvolvido com muito cuidado pelo seu projetista, observe a segunda foto, em que o projetista percebeu que o elevon do tamanho da semi asa atrapalhava a controlabilidade, pois a ponta do comando ficava muito próxima ao CG (nesse ponto do comando, o momento dele ficou muito pequeno), fazendo com que o comando na verdade funcionasse como um freio aerodinâmico naquele ponto. Em vermelho está marcado o novo tamanho do elevon.

Em que pese que o modelo parece uma Alula, na verdade, acho eu que a Alula popularizou um design novo que permite muitas variações ainda.


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Parte I
Os projetos estão disponíveis nos links em baixo das fotos.


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Voo do clone da Alula KFm2 - Serra do Vulcão

Conforme meu último post construí uma Alula KFm2 inspirado no tópico do E.voo, construído por Alexandre Lopes.
Então eu (foto abaixo) e meu sobrinho Hércules (foto ao lado) fomos a Serra de Vulcão para testá-la.

Eletrônica: 2 servos HXT-500 de 5g, rx Turnigy sem case (9g), bateria 2S 360 mA/h, três diodos ligados em série para baixar a voltagem para um pouco mais de 5 v.
Peso RTF: 180g, já com 14 g de lastro.




O modelo não voou bem, mas minha pose de planidorista com esse chapéu de cameraman era impecável!
Observem essa fitinha pendurada na ponta da antena do rádio, na verdade eu pus só de pose, porque vi em várias fotos de planadoristas de verdade usando, é um pedaço de fita cassete presa com fita adesiva. Funciona muito bem como uma biruta, dá para verificar a direção e estimar a força do vento.




A localização pode ser acessada pelo link do Google Maps abaixo:
Esta foto representa os locais que visitamos naquele dia:
















Primeiro lugar que visitamos foi o sítio "A" com visada NW, tinha uma boa inclinação e o declive era de mato baixo e pouco acidentado, então dava para resgatar o planador facilmente, atrás havia a estrada então havia onde pousou, mas o vento (14h) virou e começou a vir do nordeste, então este ponto não era uma opção.








Depois tentamos o ponto "B" com visada N, tinha inclinação de ~20º, mato baixo e muito facilmente recuperável, atrás era a estrada. Ventos fracos e inconstantes fizeram-nos a desistir deste ponto e procurar local mais alto.










Por fim chegamos o ponto "C" bem alto cerca de 700m de altitude (Nova Iguaçu, fica quase ao nível do mar) com visada N, com inclinação de ~20º, NE, com muita inclinação, mas virada para um precipício e NW, com moderada inclinação. Naquele momento (15h) o vento vinha entre NE e ENE, as vezes forte, as vezes fraco e outras vezes não vinha nenhum vento. Quando o vento entrava fazíamos os arremessos.





Uma curiosidade com relação ao ponto "C", é um ponto usado pelo evangélicos como "monte para orações", então era plano e completamente limpo de vegetação.

Detalhe da inclinação e altura relativa do ponto "C", será que era suficiente?






O vídeo da estréia:


Não conseguimos pegar "lift" em quase momento nenhum ou não soubemos aproveitá-lo, talvez o vento estivesse muito fraco, talvez a inclinação não fosse suficiente, talvez, como vim a saber depois, o "lift" poderia estar se formando após o cume, ou o planador não estava devidamente trimado ou centrado, ou continha qualquer impropriedade que dificultava o voo ou simplesmente não sabíamos voar. (Ah meu Deus! Cadê o motor do modelo!).

No final antes do pod sofrer um dano estrutural percebemos ao descer a trilha, abaixo do ponto "C" (observe a foto acima, lado esquerdo), bem onde a trilha encontrava a  estrada havia uma placa avisando sobre os cultos realizados naquele local (ponto "C"), lá havia um lift considerável, mas quando percebemos isto o modelinho já estava castigado por muitas quedas e não foi possível testá-lo mais. Resumindo: faltou experiência em buscar o local ideal.


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Clone de Alula KFm2

Ainda pensando de modo geral em voar com planadores e de modo especial em voar em encosta. Comecei a pesquisar/construir modelos que possam ser capazes dar base para minhas primeiras experiências em slope. 

É obvio, que melhor seria se eu me associasse a um grupo ou clube de planadorismo R/C para "aprender o caminho das pedras", mas isto para mim fica difícil, pois o mais próximo dista de minha casa mais de 30 km e sou um aeromodelista sem automóvel (ainda). 

Gosto de modelos com aparência diferente e de construção alternativa, então achei o projeto perfeito, um clone do Alula, que já é um modelo estranho (ele tem um enflexamento negativo ~2 Cm, puxa vida!) e com perfil kline-fogleman ainda é melhor (veja no final do post uma explicação sucinta sobre o assunto)

O projeto básico tirei desse post: http://www.e-voo.com/forum/viewtopic.php?t=116446
É da autoria do Alexandre Lopes o mesmo construtor do Nature motoplanador movido a energia solar.

Do post acima eu me baseie no V2 (KFm2 - depron 5 mm + isopor p0 10 mm):

Alula KFm2
Vista em perspectiva do modelinho. O pod é oco e a tampa é presa por dois pequenos parafusos.

Ainda não instalei os servos, mas eles ficaram um pouco a frente do meu dedão na foto (para adiantar o CG o máximo).
Alula KFm2








Vista de cima. O autor do post fez o modelinho um pouco menor e mais leve, mas como eu o quero colineiro, achei que isto iria ajudar, fazê-lo um pouco maior e mais pesado. Ele usou fita transparente para reforçar o isopor p0, mas não resisti em usar fita colorida, é a parte amarela e preta.
Alula KFm2





Vista de baixo. Meu modelo tem 98 Cm de envergadura. A corda na raiz tem 26 cm e a ponta 18 Cm (corda média 22 cm). Me baseie em outro projeto do RCGroups do Alula KFm9 para fazer o gabarito desenhado à  mão. O desenho original estava em polegadas, acho que errei algo porque ela ficou gordinha. 





Sem eletrônica está com 112g e vou emagrecer os servos, bateria e receptor o máximo para deixar bem leve. Vou adiantar a eletrônica o que puder, pois percebi (de outro projeto semelhante) que o modelo sem lastreamento fica com CG muito, muito atrasado (passando o desenho pela calculadora de CG, este entre fica entre 40 mm a 45 mm do bordo de ataque).

Os perfil Kline-fogleman, tem muitas teorias sobre como estes perfis em escada funcionam, mas não caberia aqui discuti-los (na verdade nem as entendo direito).

Explicarei os cuidados necessários para construir asas com estes perfis:

1) o passo ("step" na figura abaixo) e a porcentagem da corda onde haverá a escada contando com o aileron. Então, por exemplo, uma asa com 200 mm de corda (largura da asa) para o perfil KFm2 com o passo a 50 % da corda (consulte a tabela abaixo) então ficaria a 100 mm do bordo de ataque;
2) a espessura máxima ("thickness" na figura abaixo - isto é muito importante!) deve ser respeitada e cada perfil tem uma espessura máxima, por exemplo, a asa com 200 mm de corda para o mesmo perfil, a espessura máxima ficaria entre 14mm a 18 mm.
Para uma asa retangular tudo ok, mas minha dificuldade foi para asas trapezoidais, porque a corda varia. Minha Alula com 26 a 18 Cm de corda (raiz a ponta) uma média de 22 cm de corda, então foi daí que calculei a espessura máxima. Antes fiz um teste variando a espessura conforme a corda variava, mas isto complicou muito a construção e vi que todos as pessoas que trabalhavam com este perfil mantinham a espessura fixa, então resolvi calcular pela corda média mesmo!
3) o bordo de ataque (conselho do Alexandre Lopes diretamente para mim, ele frisou isto) é preciso fazê-lo como se fosse uma perfil comum, quer dizer, não basta arrendondá-lo, é necessário trabalhar com a lixa para fazer a curvatura correta do bordo de ataque para que o perfil funcione.