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domingo, 15 de setembro de 2013

Como projetar/adequar um aeromodelo "scratch building" para o voo

Post para tentar ajudar Peixoto que solicitou ajuda para terminar o projeto de um aeromodelo escala de um Hércules C-130 com 3,5 metros de envergadura, corda 424 mm (não sei se corda média), e 14 kg, quer dizer um aeromodelo gigante, escala 1/8

Ele me contatou com dúvidas de "como acertar o voo" desse modelo, dizendo que voou muito mal, se havia algum método de conferir/projetar um aeromodelo. Então resolvi reunir o que sabia (e o que não sabia) sobre projetar um aeromodelo, como é mais fácil pôr essa pesquisa no blog, estou fazendo esse post. Quem sabe não ajuda alguém.

1- Como projetar um aeromodelo?

Gostaria muito de saber responder esta pergunta. Posso dizer que é bastante complicado. A maior parte dos projetos são realizados usando empirismo, quer dizer, a experiência sobre o que dá certo e o que não dá certo. Há algumas regras simples e ferramentas disponíveis, que ajudam nessa tarefa.

Uma coisa importante para se criar um aeromodelo é entender o "envelope de voo" proposto para dado aeromodelo.

1.1- Envelope de voo

Capacidades/características de voo de uma dada aeronave. Refere-se aos limites mínimos e máximos em determinado traço do voo, como velocidade, planeio, capacidade de carga, estabilidade, manobrabilidade, controlabidade, até altitude, etc

É mais fácil entender com o seguinte exemplo, um modelo treinador tem que ser capaz de voar lentamente  e de forma estável (velocidade ótima para iniciantes), já um aeromodelo sport não precisa ser capaz de voar devagar, pelo contrário, deve ser capaz de voar bem rápido (o mais marcante nesse tipo de modelo), esta característica não se exige de um treinador.

Pouco provável, ou pouco prático, exista um aeromodelo que seja bom em voar devagar e rápido ao mesmo tempo. Caso se projete um aeromodelo assim, existiriam muitas outras características em que haverá variações enormes de desempenho no voo desse aeromodelo.

Os "gentles scales" tem um voo relativamente lento e estável, então, não tem um envelope de voo crítico (mais velocidade igual a mais dificuldade). Boa notícia para o Peixoto, então.

2- Tabelas, regras, calculadoras, programas e afins

Com o envelope do aeromodelo na mente podemos usar alguns recursos para projetar/ajustar nosso aeromodelo de forma mais ou menos empírica. 

2.1- Tabelas: 

Usamos tabelas pela facilidade de analisar características de um aeromodelo sem cálculos complexos, somente enquadrando as características em faixas de valores em que é seguro testar. 

2.1.1- Tabela carga alar: 

A cargar alar é umas das especificações mais importantes de uma aeronave. Se traduz pela divisão da massa (peso) total do aeromodelo divida pela área da asa.

Carga alar = massa / área alar.

Em aeromodelismo é comum a carga alar  estar expressa em gramas/decímetros quadrados (g/dm²).

Exemplo de tabela:
Tabela carga alar por tipo de aeromodelo - na maior parte tirado do Evoo.com 

É só uma base, teu aeromodelo pode fugir desta regra e voar muito bem, mas para um projeto é mais seguro seguir essa regra.

No caso do Peixoto, a resposta não é fácil, porque o envelope de voo pretendido é lento, o Hercules C-130 tem voo lento para seus padrões (não é um caça), mas o problema é a escala a velocidade de cruzeiro do avião é ~620Km/h, então o aeromodelo 1/8 deveria voar no máximo a 77Km/h, menos 25% (o avião não voa no máximo sempre) ficaria com 60Km/h, a 50% da velocidade seria menos de 40Km/h.

O ideal no caso deste aeromodelo em escala é que voasse bem entre as velocidade ~40Km/h a ~80Km/h para um melhor efeito escala, embora possa ter velocidades diferentes e dar um bom show na pista!

Facilmente se vê que a tabela acima é inadequada para um modelo Hércules C-130 já que a carga alar gira em torno dos 118g/dm², a carga alar cúbica pode ser melhor.

2.1.1.a- Algumas coisas bem básicas sobre carga alar:

a- Maior a carga alar o modelo tenderá a ter uma razão de planeio menor, quer dizer, cai mais rápido;

b- Maior a carga alar o modelo tenderá precisar de mais velocidade para o aeromodelo se manter voando, quer dizer, vai precisar de mais motor para se manter em uma velocidade segura.

c- Carga alar muito baixa vai  dar características de voo menos realística (modelo vai render muito, vai voar muito leve, etc), apesar que depende do modelo em questão.

Se não souber como calcular a área alar, use este tutorial: http://www.toywing.com.br/como-calcular-carga-alar/

2.1.2- Tabela relação massa (peso) x potência do motor.

Tabela simples pela facilidade de utilizá-la, serve como base para decidir a motorização adequada:
Massa (peso) x potência do motor por tipo de aeromodelo - várias fontes na internete

Muito simples a utilização encontre a linha que mais se adeque ao seu modelo, por exemplo, treinador/escala de voo lento, ai vai encontrar os valores 154 a 198W/Kg, faça a média (176W) ou escolha um valor nesse intervalo, pese teu modelo pronto para voar, por exemplo, 600g, converta para quilo (0,6 kg) e multiplique pelo valor de potência (176W x 0,6 kg = 105 W).

Então 105W será necessário (em princípio) para voar adequadamente esse modelo, escolha um motor/hélice que forneça essa potência.

No caso do Hércules C-130, eu apostaria em usar a potência intermediária entre Escala de voo lento e Esperto/acrobático/etc, 200 w/Kg, multiplicando pela massa do C-130 (14.5Kg), daria 2.900W, dividida por 4 motores, seria 725W por motor, quer dizer, quatro motores bem fortes. 

2.1.3- Relação peso/área alar/potência entre motores e aeromodelos:
Relação entre potência/tamanho de motor com área alar/peso alar do aeromodelo - repare um pequeno erro na tabela, a coluna Área está em m², o certo é dm² -  fonte: http://www.hobbys.com.br/nocoeseletricos.htm

Bastante útil para saber qual motor usar para dado modelo, inclusive motores glow 2 tempos.

No caso do Hércules C-130, a conta feche bem, porque calculei cerca de ~122dm², usando a tabela acima se encontra o valor de 3000W e carga alar de ~120g/dm².

2.1.4- Alongamento/AR (aspect ratio):

O alongamento é se refere a geometria da asa, levando em consideração o cumprimento da asa (envergadura) em relação a sua largura (corda), o que se leva em consideração é o quanto a asa é mais ou menos larga em relação ao seu cumprimento.

É importante porque quanto maior o alongamento maior será a eficiência aerodinâmica da asa, menor o arrasto induzido, maior a estabilidade no eixo de rolagem. Por outro lado quanto maior o alongamento maior será a dificuldade no aeromodelo rolar.
Tabela alongamento - o Hércules C130 tem alongamento 10
Vamos considerar um aeromodelo treinador com 120cm de envergadura para que fique adequado com relação ao alongamento a corda (largura) deve ter 20cm (120 cm / 6 = 20 cm), se quiséssemos o mesmo modelo treinador com 30 cm de corda, encontraríamos a envergadura de 180 cm para manter o mesmo alongamento (30 cm * 6 = 180 cm).

Nos aeromodelos escala o alongamento depende do avião em que se baseia, não se pode mudá-la muito sem prejudicar muito a escala.

No caso do Peixoto, estou um pouco confuso com o alongamento, ele me informou que a asa tinha 424mm de corda, mas não me informou se era a corda média ou a corda da parte central na asa, acho que é a última opção. Explico a asa do C-130 é mista, retangular no centro e trapezoidal nas pontas. Eu calculei imaginando que, talvez, simplificaram a asa e a fizeram toda retangular, considerando os valores envolvidos (3.5m de envergadura e 424mm de corda) o alongamento é igual a 8, com 148.4dm², por outro lado, imaginei que as pontas eram afiladas como no original, então, o alongamento é 10 mesmo e a asa tem 350mm de corda média, com 122.5dm² de área alar.

2.2- Regras

Algumas regras em termos de proporção em aeromodelo são muito úteis.

Proporções básica de um aeromodelo - fonte: Evoo.com
Por exemplo, a regra de área de estabilizador (20% a 30% referente a área da asa) é bem útil.


Proporções básicas de um aeromodelo - fonte: Evoo.com

Outro exemplo é a proporção de 75% em relação a envergadura.

Pus aqui, como exemplo, já que não é útil para adequação de aeromodelo escala, com exceção a aeromodelo escala de aviões treinadores. Neste caso poderíamos encontrar um projeto bem sucedido de aeromodelo escala igual ao que queremos construir e copiar os momentos (distâncias entre o CG e o bico e o CG e cauda) e a área dos estabilizadores.

No caso de C-130, encontrei esse aqui: http://www.e-voo.com/forum/viewtopic.php?t=47420&postdays=&postorder=asc&start=0

2.3- Calculadoras:

Planilhas que usam fórmulas matemáticas para ajudar a projetar partes de um aeromodelo, encontrar CG, etc.

2.3.1- Calculadoras de área alar, área da empenagem/centro de gravidade

A empenagem é responsável por estabilizar o voo e manter a asa em um ângulo de ataque mais propício para voo:
Calculadora muito completa de monoplanos, biplanos e canards -  para acessar clique aqui - autoria de Lee B. Van Tassle

Este tipo de calculadora parece ser mais complicado do que realmente é. Preencha os campos e veja os resultados olhando o desenho.

2.3.2- Calculadora de centro de gravidade avançada:
Calculadora avançada de CG - fonte: http://adamone.rchomepage.com/cg_calc.htm
Essa calculadora trabalha com mais de um painel, mas a calculadora mais a abaixo é melhor e está em português.

2.3.3- Calculadora de planadores:
Calculadora de planador - asa, cauda-V, cauda-T - clique aqui - autoria: Curtis Suter

2.3.4- Calculadora de diedro:


 Diedro é o ângulo formado entre os painéis da asa esquerda e direita do avião, quando vistos de frente. Dá estabilidade ao eixo de rolagem do aeromodelo.
Calculadora de diedro - clique aqui - autoria: Martins Brundgard
2.3.5-Carga alar cúbica:

Dizem os estudiosos que é uma forma mais eficiente de medir a carga alar, usando a carga alar cúbica.
Mostra as principais áreas da calculadora - Acesse aqui a calculadora: http://www.ef-uk.net/data/wcl.htm

O C-130 calculado com alongamento 10 (com 122.5dm² de área alar) o WCL (carga alar cúbica) é igual a 10, dentro dos modelos em escala.

2.3.6- Calculadora de C.G

Grande vantagem dessa calculadora é que ela é capaz de calcular asas complexas, usando mais de um painel. Isto é útil, porque muitas asas são retangulares no centro e afiladas nas pontas, como no C-130. Sem usar esse tipo de calculadora é muito chato o processo.
Calculadora de G.C. - é muita boa e faz calculo de asas complexas - http://wingcgcalc.bruder.com.br/pt_BR/
Estudei de planta 3views do Hércules C-130, e com uma régua e a velha regra de três, confirmei que os 422mm de corda era realmente só do meio da asa, então plotei os dados encontrados na regra de três e cheguei a este resultado, já com o C.G., pode ser acessado aqui.


2.4- Programas

Alguns programas criados por aeromodelistas que automatizaram determinados cálculos. Ajudam a determinar alguns aspectos de um aeromodelo.

2.4.1- RCCalc

Programa que calcula velocidade de estol, velocidade segura, mostra se a motorização/propulsão é adequada para determinado aeromodelo:
RCCalc - programa para calcular a velocidade de stall - disponível: http://www.e-voo.com/forum/viewtopic.php?t=2958
Utilizei o programa acima para estimar as condições de voo, então, consegui os seguintes resultados para o perfil Clark Y, velocidade de stall = ~47Km/h e velocidade segura = 56Km/h, considerando os valores de velocidade escala (~40 a ~80Km/h), acho que ficou adequado.

2.4.2- Drivecalc

Programa para testar virtualmente o conjunto motor, hélice, bateria. Mostra o consumo, empuxo, velocidade de passo, etc:
Drive Calculator - consumo, empuxo e velocidade - escolha motor e hélice - disponível: http://www.drivecalc.de/

O Peixoto não me informou o nome do motor, é uma tendência dos aeromodelistas, só se ligarem na rotação dos motores, exemplo, o motor é de 1000Kv! (Kv = giros por volt, ex. bateria 3S, 11v x 1000Kv = ~11.000 RPM) Não é uma maneira boa falar algo sobre aquele motor, talvez, a potência em Watts (W) seria mais adequado. 

2.4.3- X5 (XFLR5)

Programa muito bom que ajuda realmente a projetar um aeromodelo. 

O software modela (faz) em 3d a asa, fuselagem e empenagem. Tem recursos de estudo/desenvolvimento de perfil alar, calcula área alar, alongamento e afilamento.

Mostra gráficos variados que servem de base de análises avançadas.

Simula túnel de vento, dá pressões, momentos aerodinâmicos e analisa a estabilidade do aeromodelo.

 Estou aprendendo usá-la, é bem complexo e tem muito recursos, não é tão difícil quanto parecer usá-lo.

O grande problema que não ajuda na motorização. É focado em planadores, mas já vi usarem para aeromodelos com motor com sucesso. 
XFLR5 - software de desenvolvimento de aeromodelos - disponível: http://www.xflr5.com/xflr5.htm
Não parei para analisar o aeromodelo C-130 neste programa, pois estou esperando mais dados do Peixoto.

3- Conclusão:

Acredito que meus esforços não poderão ajudar decisivamente o projeto do Peixoto, mas quem sabe não dá uma luz para ele. O que fiz foi juntar em único post várias ferramentas úteis. 

Estou aguardando o contato dele, com envio de fotos e detalhes do projeto para tentar ajudá-lo um pouco mais.



terça-feira, 3 de setembro de 2013

Importância da "caixa de voo" na pratica do aeromodelismo

Em um passado recente, voar em local apropriado era quase obrigatório, principalmente, porque imperavam os aeromodelos à combustão, que demandam um espaço para pousar, fazem barulhos.

Hoje, aeromodelos elétricos são uma realidade, sem entrar na celeuma do que é melhor ou pior, é mais fácil voar/fazer um aeromodelo elétrico de pequenas dimensões. Isto facilita voar "em qualquer lugar".

Esta facilidade acabou gerando dois lugares para voar, clubes de aeromodelismo e locais de voo usados por grupos de aeromodelistas.

Para um clube a presente post é quase inútil, mas para os locais de voo está matéria pode ajudar um pouco.

1- Clube de aeromodelismo = disciplina de voo

Qualquer clube de aeromodelismo que se preze tem regras mais ou menos rígidas com relação a conduta do aeromodelista e a maneira de voar, visando a segurança das pessoas e equipamentos, patrimônios de terceiros e seus próprios.

Uma das maneiras de conseguir isso é criar "uma caixa de voo" segura.

A ilustração abaixo mostra a distribuição entre áreas de voo/zona de exclusão, bastante comum nos clubes de aeromodelismo:
Caixa de voo do clube Aero-Xerém - a) verde, área liberada para voo; b) vermelho, área proibida de voo;

1.a- Área de voo/caixa de voo 

Área em que é possível/permitido voar. É determinada por fatores, principalmente, físicos, quer dizer, espaço sem obstáculos que atrapalhem o voo, também, é limitado por áreas particulares/públicas em que o sobrevoo se tornaria perigoso ou inconveniente. Por exemplo, casas,  clube de futebol. Há espaço físico em que possível voar, mas o barulho/riscos incomodam/ameaçam os vizinhos.

1.a.a- Vantagens:

a- É sempre seguro. Só há risco a quem passe na pista sem avisar;

b- Facilita ao pouso, porque o piloto sabe voar com o bico apontado para si (o modelo voltando para o piloto);

c- Auxilia na disciplina e desenvolve as habilidades de pilotagem.

d- Dá possibilidade de criar um "sentido de voo" regular, só para esquerda ou direita, evita choques no ar. Observe as setas brancas na ilustração acima.

e- É a base para qualquer manobra.

1.a.b- Desvantagens:

a- É mas difícil no começo, mas depois é automático;

b- A necessidade de espaço físico liberado a frente do aeromodelista para adotar esse padrão (área verde da ilustração acima);

1.b- Área de exclusão de voo

Na ilustração acima está demarcada em vermelho, é a área proibida de voar. A proibição vem da necessidade de segurança. Na ilustração acima dá para ver um bairro, com casas, também, tem a sede do clube, a área coberta de preparação para voo, CARROS (os nossos), expectadores, outros pilotos, etc. O risco está na possibilidade de queda, de machucar as pessoas, de acertar os prédios, de acertar o carro dos outros, etc. Também, passar para trás de si mesmo pode desorientar o piloto e provocar quedas. Note que na ilustração acima o modelo sempre está a frente do piloto.

2- "Voo circular controlado por rádio controle"

Comecei voando em clube de aeromodelismo, só agora estou tendo contado com aeromodelistas voando em "locais de voo", mais liberais e sem regras, então me deparei com um fenômeno que chamei de "Voo circular controlado por rádio controle", por causa do padrão circular de voo desenvolvido pelo aeromodelo. No diagrama abaixo dá para entender bem:
 "voo circular controlado por rádio controle" - o circuito de voo passa perigosamente pela área de exclusão (carros/pessoas)
Demorei a entender porque se voa assim, mas a questão é a seguinte: quando se começa a voar, primeira grande dificuldade do aeromodelista novato é aprender a pilotar com a referência do modelo, principalmente quando está com o bico de frente para o piloto, quer dizer, com o aeromodelo voltando, os comandos de esquerda/direita ficam invertidos.

Voar de cauda é relativamente fácil, então, o novato, "engana", essa dificuldade  de referência seguindo o modelo voando em círculos, girando em torno do próprio corpo. Observe que no exemplo da ilustração acima e piloto iria virar para a posição das 6 horas do relógio, depois 3 horas, depois 12 horas, para voltar a posição original de 9h.

2.a- Vantagens aparentes:

a- Não se perde a referência nunca (no exemplo acima a asa esquerda sempre fica virada para o mesmo lado do aeromodelista);

b- O modelo nunca se afasta muito;

c- Sempre se vira para o mesmo lado (gira a esquerda ou a direita).

2.b- Grandes problemas com essa "técnica":

a- Mostra despreparo e imperícia do piloto. Se acostumar assim, nunca vai aprender a pilotar corretamente;

b- Sempre se cruza a "área de exclusão", pelo menos onde deveria estar, CAUSANDO AUMENTO SUBSTANCIAL DE RISCO de danos/ferimentos a carros, casas e pessoas;

c- Dificulta muito o pouso, porque na maioria das vezes, é imprescindível se aproximar pela frente, então, o piloto "VCC rádio controlado" fica fadado a nunca saber pousar, pela dificuldade da mudança da referência;

d- Cada pessoa tem um lado para qual virar é mais fácil, então, o piloto "VCC rádio controlado" vai sempre (mas sempre mesmo!) virar para aquele lado (esquerda, por exemplo), então há risco de se chocar em voo com quem adote o outro lado (direita, por exemplo);

e- Todas as manobras, das mais básicas até as mais avançadas, começam na "caixa de voo", quer dizer, passando paralelo a pista. Um piloto "VCC rádio controlado" não consegue voar paralelo a pista.

Finalizando, sem críticas azedas a quem quer que seja, se você adota esse padrão de "Voo circular controlado por rádio controle", você deveria estudar a possibilidade de aprender a voar corretamente. Isto se tornará um desafio pessoal facilmente vencido.

Você que é líder de grupo de aeromodelistas, crie regras visando a segurança  e disciplina dos participantes do grupo. Só há vantagens nisso.



segunda-feira, 2 de setembro de 2013

2º encontro de aeromodelismo em São Pedro da Aldeia - 01/09/2013

Tive a honra de acompanhar o 2º Encontro de Aeromodelismo na base naval de São Pedro da Aldeia realizada na base naval em 01/09/2013.

Fui convidado pelo Sandro Bacellar, patrocinador e responsável pela loja Hobbysquare.

São Pedro da Aldeia é longe, mas valeu muito a pena, enfrentar a viagem. Fui muito bem recebido, como todos que lá estavam. Até fui sorteado com um bateria 1500 mAh, cortesia do patrocinador Hobbysquare.

O foco do evento foi o voo 3D, que destaco a equipe Kamikasi da CMVM, Ronald deu um show como pode se ver no vídeo abaixo:


Esse é o modelo do Ronald.
Extra 260 da equipe Kamikasi, pilotado por Ronald - modelo muito grande e bonito

Vista de baixo no modelo Extra 260 da equipe Kamikasi
Manobra muito próximo ao chão do Extra 260 pilotado por Ronald, da equipe Kamikasi

O biplano Pitts Python da Aeroworks, pilotado pelo Sandro, também, deu um show em voo 3D. A maior dificuldade foi o vento, estava fortíssimo, o que atrapalhou um pouco as manobras: 


Pitts Python da Aerowork pilotado por Sandro


Helimodelo escala muito bonito fez voo escala:


Helimodelo escala do helicóptero da Polícia Rodoviária Federal

A máquina aberta

Os helimodelos, também, deram um show.






Peço desculpas por não filmar todos os pilotos que se apresentaram, mas tinha muita coisa para ver, fotografar e filmar.

O evento foi maravilhoso, apesar do vento forte não ter deixado todos os modelos voarem.

Recebi, em primeira mão, da equipe Kamikasi, a notícia de que um novo clube de aeromodelismo em Tinguá - Nova Iguaçu será inaugurado até dezembro/13. Pelas informações que recebi será um clube bem completo que suportará voo elétrico, glow e até jato r/c, pista bem grande, com direito a espaço para automodelismo! Espero ter em breve mais detalhes.

Fotografias do evento:
Aeromodelos em exposição

Helimodelos em exposição

Modelo glow - vindo para passar sobre a pista

Helimodelos

O modelo predominante era o T-Rex 700 glow

Helimodelos

Aeromodelos em exposição

Aeromodelos em exposição

Biplano da equipe Kamikasi - modelo lindo e muito grande


Modelos glow

Aeromodelo treinador Sky Raider

Detalhe do biplano escala

Super Tucano A-29 - super detalhado - observe os mísseis

Modelos elétricos

Hexacóptero

Bonecos de paramotores e seus respectivos velames embrulhados

Automodelo off-road

Automodelo off-road

Helimodelo escala do helicóptero da Polícia de Nova Iorque

Detalhe do boneco/policial

Hexacóptero FPV
Lendo o relato, vendos as fotografias e vídeos só é possível ter uma percepção incompleta de como foi bom o evento!



sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Instrutores de voo na região metropolitana do Rio de Janeiro

PORQUE É NECESSÁRIO UM INSTRUTOR

Um bom instrutor é muito importante para começar bem no hobby do aeromodelismo.

Uma das maiores causas de abandono ao hobby são as decepções e contrariedades geradas por tentar aprender a pilotar sozinho ou com um instrutor inadequado. Aí é "lenha" (quebra muito séria) do aeromodelo, compra de equipamentos inadequados ao iniciante/de péssima qualidade. Isto só causará dor de cabeça e decepção ao novato.
Ferreirinha regulando motor glow


1- VALE A PENA PAGAR POR UM INSTRUTOR?

A resposta é simples: SIM, VALE A PENA!

A razão disso é que o gasto com esse tipo de profissional compensa pela economia futura com relação a aeromodelos destruídos prematuramente/equipamentos super dimensionados/incorretos/de má qualidade, que terão de ser substituídos com um gasto, as vezes, muito maior de dinheiro. Além da experiência de aprendizado ser muito mais agradável.

a) Ao vivo é diferente!

Não adianta, por mais que se treine no simulador, quando se pega um aeromodelo de verdade é diferente, a primeira coisa que muda é a perspectiva. A visão humana não é igual a das telas dos computadores, então, pilotar um modelo pela tela é assustadoramente diferente de a pilotar ao vivo. O novato é mestre no simulador, mas caí na primeira curva quando voa de verdade.

b) Equipamentos de aeromodelismo

Modelos, rádios controles, acessórios são muito bonitos e chamam muita atenção, principalmente os mais caros e sofisticados, quase todos elas são inadequados para principiantes, por diversos motivos, preço, nível de dificuldade em manipulação/compreensão dos recursos, grau de dificuldade no voo (modelos), etc.

Então, o instrutor mesmo que pago, vai lhe economizar dinheiro, porque ele passará a "receita do bolo" com equipamentos adequados ao novato em grau de dificuldade/preço.

Por outro lado, o atendente/dono de loja de aeromodelismo, por mais que tenha boa intenção, não é indicado para lhe recomendar equipamentos.

c) Rejeição ao hobby

Outro fator de economia proporcionado pelo instrutor, principalmente pago, é possibilidade mesmo que mínima de você SIMPLESMENTE NÃO GOSTAR DO HOBBY. Isto é improvável, mas é possível, simplesmente, não gostar de "mexer nos pauzinhos" do controle remoto, já vi acontecer, com meu primo, sempre aficionado por aeromodelismo desde da minha infância, quando começou aprender a pilotar, não gostou e desistiu. Continua admirando o hobby, mas não quer praticar.

Nesse caso usar o aeromodelo escola do instrutor poderá mostrar para você, se aeromodelismo realmente é o você que gosta.

2- Instrutores

Só vou por um nesse post (por enquanto), só porque não fiz ainda minha relação de contatos. Pretendo ampliar.

FERREIRINHA:
Mestre Ferreirinha
Meu mestre. Tem experiência de 30 anos no aeromodelismo. Voava asa delta. Começou no hobby pelo u-control (forma de voo/controle de aeromodelo por cabo), passou para rádio controle. Sabe regular/afinar motores glow, gasolina e a jato r/c. Monta/trima/centra aeromodelos variados. Configura rádio controles, etc. Foco em glow (combustão de 2T ou 4T usando vela tipo incandescente), mas instruí elétricos (motor elétrico). O mais importante, ELE TEM AERO-ESCOLA, quer dizer, tu começa a aprender a pilotar com o equipamento dele SEM COMPRAR NADA. Voa em local que não exige associação enquanto aprende (economia de mensalidade). 
Local: CMVM (Clube Militar da Vila Militar em Deodoro) à margem da Avenida Brasil, saída 27, no sentido Campo Grande. Tem um soldado que controla a entrada é só se identificar e estacionar.
Dia/horário de atuação: Sábados e domingos a partir das 9h.
Contatos: (21) 8180-1429;  ferreirinhaflay@yahoo.com.br
Texto pessoal do instrutor: "Não compre equipamentos...antes dar um voo com meu próprio aparelho com rádio duplo para sua segurança...para depois passar a lista de equipamentos ideal para iniciantes no aeromodelismo..."

3- Cadastro de instrutores

Por óbvio quero ampliar este post para comportar tantos instrutores quanto possível que desejam que seus serviços sejam informado aqui.

Vou contatar por conta própria outros instrutores, mas caso deseje que seu contato seja publicado, por favor, me envie um email (rivaldoluiz@gmail.com) com as seguintes informações: a) Nome; b) bibliografia (experiência; feitos no hobby, etc); c) informações sobre serviços (serviços que presta, configurações/trimagens, etc); d) Se possui aeromodelo escola; e) Local/locais de voo; e) Dias e horários de atuação; f) contatos (se não quiser que seu telefone seja publicado ou caso queira só informar para mim, para eu passar a quem perguntar, me avise; g) texto pessoal (algo que queira declarar/propagante pessoal); h) outras informações (valor da aula, condições, o que quiser informar, etc). 

Se eu não conhecer o instrutor, vou publicar assim mesmo, mas vou informar que não o conheço.

Desde de já fico muito agradecido pela contribuição.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Visitas ao Aero Clube de Nova Iguaçu julho/agosto

Tem pouco tempo comecei a visitar um espaço antigo no aeromodelismo de Nova Iguaçu, o ex Aero Clube de Nova Iguaçu, depois, Aeroporto de Nova Iguaçu, agora pista fechada pela ANAC.

Muita gente está voando lá, sem dias e horários definidos, sem muitas regras também.


1- Como entrar

Muitos me perguntam sobre como entrar lá, já que o portão da entrada principal fica fechado. Na verdade é muito simples, a população dos arredores tem franco acesso a pista, usando como local de lazer, na mesma medida os aeromodelistas das proximidades (e de longe também) aproveitam o IMENSO espaço para voar de tudo, elétricos, glow, giant scale, ouvi falar que voaram jato R/C lá.

Então, é só entrar mesmo, sem pedir licença ou permissão. A única restrição é quanto por carro na pista, já houve quem fosse chamado atenção por isso, a explicação é pela possibilidade minima de alguém precisar pousar alguma aeronave grande lá.

Mas, como efetivamente entrar na pista? Vou mostrar os acessos
Principais pontos e acessos do Aero Clube/Aeroporto de Nova Iguaçu

Observe a imagem de satélite do em torno do Aero Clube/Aeroporto de Nova Iguaçu. Vou presumir que você sabe como chegar lá via Dutra ou Centro de Nova Iguaçu e só esteja confuso como acessar a pista. Observe no canto superior direito uma estrutura em azul, apontada como "Rural" lá é a faculdade Rural.

O melhor meio de entrar a pé é pela rua lateral  ao campus da Rural no ponto em a rua faz uma curva fechada em 90º à direita (marcado como "Acesso 1"), ali dá para entrar a pé, andando até a frente do heliponto ("local de voo").

Se for de carro tem algumas ruas um pouco confusas por lá, por sorte, para encontrar a entrada da pista é só seguir as placas que indicam o heliponto e estacionar do lado, perto de um campo de futebol (marcado como "Acesso 2"), dali são uns 100 metros até a pista.

Caso não saiba onde fica acesse o mapa abaixo:

Ver mapa maior

2- É bom voar lá?

O local é muito amplo, com uma pista enorme (1200 x 30 metros) com excelente asfalto. Tem uma galera boa, gente simples e simpática, então, é ótimo voar lá.

A desvantagem está na falta de infraestrutura, não tem água, banheiro, nem sombras, então vá preparado. 

Não poder por o carro na pista, atrapalha, também.

Não é uma pista regular, então, é possível passar em um sábado e não encontrar ninguém, outros dias vai ter aeromodelistas de todo os lugares.

Não tem qualquer regra de voo, número máximo de pilotos por vez, não tem área de exclusão de voo, não tem sentido de voo obrigatório, quase ninguém voa na "caixa de voo", ficam girando em torno de si, como no VCC! Deve ser falta de costume em voar em lugares com menos espaço e com área de restrição de voo.

Tem um vento de fraco a médio, quase sempre alinhado com a pista, as vezes venta forte.

Fora isto é muito bom voar pelo espaço de voo e o tamanho da pista.

3- Fotos/vídeos

Pelas fotos dá para ver que tem uma galera boa, com modelos variados:
Eduardo voando La Flyer


Antonio Lázaro (versão cyborg) com seu equipamento de FPV de longo alcance - nesse dia ele foi até a pista de salto na serra do vulcão

Senhor muito simpático com sua zagi motor .10 glow - asa é de planeio, sobe motorizada até a pane seca e volta planando

Pitts 40 glow

Asa voadora Falcon

Vários modelos - FW-109, zagui e aeromodelo elétrico

c
Paraglider R/C com triciclo da Catatal Hobby

Aeromodelos elétricos

Super Decatholon

Super Decatholon para soltar paraquedas

HK-450

Modelo sport