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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Simuladores de aeromodelismo - quase de graça

Voar com aeromodelos começa quase sempre como um sonho. Conhecemos alguém que tem e voa um, ou vemos um filme ou reportagem sobre o assunto e começamos a desejar controlar estas mágicas máquinas voadoras.


Quando em dado momento nos aproximamos do hobby, descobrimos que controlar um aeromodelo de modo que ela faça o que nós queremos requer habilidades quase jedis (pelo menos esta é a impressão que dá nas primeiras vezes). 

A referência do modelo em comparação ao nosso próprio ponto de vista é algo que foge ao senso comum e como nossos cérebros funcionam. Se o avião está com a cauda virada para nós, tudo ok, mas quando fazemos a volta e o avião está de frente, o aparelho passa a ter os comandos invertidos! Não se engane: Isto vai fundir tua cabeça! 

Sem o devido treinamento voar por mais de 10 segundos ou fazer uma curva sem lenhar o modelo, talvez se torne impossível.


1- O advento dos simuladores de aeromodelismo


Para sorte de nós novatos e desorientados espacialmente a computação se desenvolveu ao ponto de se criar um ambiente de simulação muito próximo a experiência real de voar com aeromodelos, a física, o vento, falhas, a capacidade de manobras dos modelos e PRINCIPALMENTE a REFERÊNCIA passaram a ficar a um clique de distância. Com relação a referência é absolutamente igual   a experiência de voar, quer dizer, os tais comandos invertidos são exatamente como o são em um aeromodelo de verdade. Proporcionando um treinamento muito próximo da realidade neste aspecto.
Aerofly - Simulador comercial

RealFlight - simulador comercial - 




2- O simulador não dispensa obrigatoriamente a figura do instrutor.

Na verdade o simulador treina os dedos e o cérebro a pensar como um modelo age e reage aos comandos, mas é muito recomendável ter um instrutor gabaritado para aperfeiçoar os conhecimentos do aspirante a aeromodelista, senão o desastre pode ser inevitável ao tomar o controle de um modelo real.

3- Qual simulador usar?
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Existem muito simuladores comerciais, como o Realflight, Aerofly ou Phoniex, com vários implementos que aumentam a sensação de realidade. O RealFlight, por exemplo, permite voar em "slope". É claro que tais avanços tem um preço! Um simulador comercial custa tanto como um treinador básico.

 Mas há uma opção gratuita o FMS, este não tem um visual tão realístico como os comerciais, mas é uma mão na roda para começar a treinar os dedos e não fazer feio quando começar o treino com um instrutor. Qualquer instrutor sabe a diferença entre uma pessoa que começou a treinar em um aeromodelo sem passar por um simulador antes.
FMS - simulador gratuito - não tão bonito, mas uma opção viável

4- Joystick com formato de "TX"

Para simular melhor a experiência de controlar um aeromodelo nada melhor do que um joystick com o formato de um rádio transmissor igual aos usados para controlar aeromodelos de verdade. Existem vários no mercado, por exemplo, este da HobbyKing.com pode ser comprado por US$ 15,00 + frete no exterior.
5- Usando seu próprio transmissor como joystick
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Outra opção é encomendar um cabo adaptador USB e usar seu próprio rádio transmissor para controlar o aeromodelo simulado. A pegada é mais real, pois os dedos se acostumam com as nuanças do seu próprio transmissor dando confiança e precisão no momento do comando do modelo real. Existem muitos cabos no mercado, por exemplo, este da Hobbyking.com custa US$ 5,00 + frete

Na verdade não há necessidade de comprar um cabo USB, é possível usar um cabo P2-P2 mono como cabo treinador, seguindo este tutorial do site do Evandro. Será necessário instalar e configurar dois programinhas (PPjoy e o SmartPropPlus).


6- Opção mais barata de todas: usar um joystick com  analógicos

Sem dúvida é a opção mais barata, simplesmente, pegar um joystick tipo camelô clone do PS2 com dois analógicos que custam entre R$ 15,00 a R$ 20,00.

É a opção menos realísticas e haverá alguns problemas, por exemplo, este joystick são projetados para ter um ponto morto bem no meio do curso do comando de modo que se ele estiver totalmente centralizado não haverá controle ali, o negócio e ir dando comando e compensando o tempo todo (pelo menos você ficará bem esperto). Outro problema é que o analógico da esquerda tende a centralizar (é obvio) se for solto não permitindo um ajuste fiel da aceleração (o stick vertical da esquerda no modo 2 controla a aceleração e não centraliza automaticamente), para contornar isto vai ser necessário segurar o "acelerador" o tempo todo na posição desejada. 

Apesar disto tudo, semanas antes de começar meu treinamento com o mestre Ferreirinha no CMVM, foi assim que comecei a aprender a controlar o modelo no simulador. Na pista fez muita diferença.

Para ajudar um pouco na manipulação dos sticks, você poderá desmontar o joystick com uma chave de fenda e tirar as manoplas de borracha e encaixar dois parafusos, desta forma:
Joystick PC clone do PS2 - tirei as manoplas de borracha e atarrachei dois parafusos para um pegada mais realística


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

TGY AerodriveXp SK Series 28-22 1200 KV 150W - teste de bancada

Estou montando um pequeno avião elétrico para meu sobrinho brincar no trabalho dele e o modelo escolhido foi o Funder & Lightning pela facilidade de construção e características acrobáticas.

Montei a asa com perfil KFm2 e 110 cm de envergadura. Fora o perfil Kline-fogleman e fazê-lo um pouco maior, não há nada demais neste projeto em particular.
Funder & Lightning KFm2 e 110 Cm de envergadura

Para motorização tenha a disposição este motor:
TGY AerodriveXp SK Series 28-22 1200 KV 150W 
É um motor ruim (foi descontinuado) e com certeza estes 150 W inscritos não expressão a potência real do motor.
Para motores desta mau fadada série SK (são produtos assim que fizeram a má fama da HobbyKing.com), tem que haver um limite severo de corrente, por segurança, então estipulei para 3S (a única bateria que tinha para testar) o limite de 10A (~110W). 

Realizei teste de bancada com as hélices que tinha disponível. Segue o resultado: 

Hélice Corrente Potência RPM Empuxo
9x6E TGS 12A 148W 6800 500g
9x4.7E TGS 13A 160W 6800 510g
9x4 TGS 11A 135W 8100 390g
9x3.8SF  TGY 11.7A 141W 7600 523g
8x8 JXF 11A 136W 8070 370g
8x7¹  11A 136W 6600 350g
8x6E TGS 12A 148W 6300 360g
8x6 JXF 9.6A 116W 8700 420g
8x5² 9A 102W 8500 430g
8x4 TGS 9.4A 116W 9300 400g
7x6E TGS 8.7A 107W 9600 340g
¹ Eletric Master Aircrew; ² G/F 3 Series Master Aircrew; os campos em vermelho representam a ultrapassagem da margem de segurança estipulada.

Bateria Turginy 2200 mAh 3C (capacidade máxima do motor)
ESC Turginy Plush 25A
Tacômetro Turnigy
Watímetro Turginy
Sistema de medição de impulso estático à alavanca com uso de balança de precisão (presicão de ~5%)

Acredito que usarei a hélice 8x5 para empuxo ou a hélice 7x6E para velocidade se o modelo ficar em torno de 450g RTF como esperado. 





terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Maravilhosos designs de aeromodelos - parte II

Outros designs de aeromodelos que eu premiaria.


4- Funder & Lightning
Funder & Lightning - RCGroups.com




















Modelinho simples e bonito inspirado no P-38 Lightning um caça norte-americano da WW-II. 

É relativamente fácil de construir, tem características acrobáticas e voo estável. Só não é um bom treinador pelo que pude ler, porque ele reage rápido demais para iniciantes.

A cauda dupla dá uma visual interessante, muitos o construíram.

Também há um post no E-voo.com sobre ele: clique aqui para ver. Para ver a árvore de discussão no RCGroups.com basta clicar no link da foto acima.



5- Birdwing
Birdwing - RCGroups.com
























Birdwing - RCGroups.com
























Esta é uma plank de alta performance, realmente muito bonita inspirada numa borboleta, com os seguintes objetivos:
a) Voo em slope com ventos fracos;
b) Voo termal em terreno plano com com aplicações HLG (hand launch glider - planador lançado a mão) e DLG (discus launch glider - planador lançado como disco).

O tipo de construção é estrutural, com nervuras de balsa e longarinas de madeira, com certeza é um projeto relativamente difícil, mas o resultado ficou muito bom.

Lançamento HLG - muito bonito o voo.



Lançamento DLG - parece até um urubu cruzando os céus.


6- Windrider Dandelion
Windrider Dandelion - RCGroups.com
















Windrider Dandelion - detalhe do acerto no desenho do elevon - RCGroups.com


















Um modelo com com enflechamento negativo (cerca de -5º), gostei desse desenho exatamente por isso, pois o modelo fica parecido com uma ave de voo termal, apesar do problema do CG ficar muito a frente com este tipo de configuração.

Será que realmente este enflechamento diminui o arrasto induzido e aumenta mesmo a manobrabilidade?

O projeto foi desenvolvido com muito cuidado pelo seu projetista, observe a segunda foto, em que o projetista percebeu que o elevon do tamanho da semi asa atrapalhava a controlabilidade, pois a ponta do comando ficava muito próxima ao CG (nesse ponto do comando, o momento dele ficou muito pequeno), fazendo com que o comando na verdade funcionasse como um freio aerodinâmico naquele ponto. Em vermelho está marcado o novo tamanho do elevon.

Em que pese que o modelo parece uma Alula, na verdade, acho eu que a Alula popularizou um design novo que permite muitas variações ainda.


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Parte I
Os projetos estão disponíveis nos links em baixo das fotos.


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Maravilhosos designs de aeromodelos - parte I

Pequena seleção pessoal de desenhos de aeromodelos que deveriam ser premiados:


1- Oblique Dynamic Soaring:
Oblique Dynamic Soaring - RCGroups




















O nome do modelo já o descreve. É um modelo em que a asa fica em diagonal (oblíqua) em relação ao eixo longitudinal do modelo, de modo que ela fica "virada" para um dos lados. Observe que a aleta fica alinhada com o eixo longitudinal, quer dizer com o eixo de voo. 

Além do visual interessante que lembra muito uma prancha de surf, segundo o  projetista um ângulo oblíquo elevado faz com que a espessura relativa do perfil diminua o que contribui para reduzir em até 24% o arrasto do perfil, apesar de diminui, também, a sustentação. Isto é fácil de entender, porque o perfil fica inclinado modificando o aspecto dele.

No corpo das postagem o projetista mencionou que iria colocar um washout aerodinâmico com três perfis modificados, mas observando a foto dos perfis PW que ele usou, parece que o menor (da ponta da asa) está com o washout geométrico (torção).
Gabaritos de perfil PW - RCGroups


















Vídeo da asa oblíqua:

Oblique Dynamic Soaring Flying Wing - Maiden Flight from Geode on Vimeo.



2- Ellipso
Ellipso - standard - RCGroups 

Ellipso - biplano - RCGroups

































Ellipso - asa baixa - RCGroups



















O projetista/construtor alardeia as boas qualidades desse modelo, afirmando que é bom para velocidade  alta e baixa, que é bom para acrobacia ou voo escala, que tem sempre um bom voo e é fácil de construir.

O certo é que foi construído em diversas configurações e com diversas alterações por muitos usuários do RCGroups. A árvore de discussões é gigante no RCGroups.

Com certeza um aeromodelo deve parecer um bom voador e este com certeza assim é. Além do desenho bonito e simples.





3- Ligeti Stratos
Ligeti Stratos - RCGroups

















Este aqui é bem inusitado, no mínimo, não é um design original para aeromodelo, na verdade é um avião full scale, uma espécie de teco-teco hi-tech. Observe nesta foto:
Ligeti Stratos - Full scale

















Acho eu que é um canard biplano meio asa voadora, sei lá, não necessariamente nesta ordem. O construtor afirma que viu o avião há anos na televisão e ficou com ele na cabeça por achá-lo interessante e depois viu que o RCFoam estava fazendo um kit então resolveu contruí-lo. 

Olha que beleza de vídeo:
Observe que o modelo é pilotado por uma mulher, que legal! Ela dá uma show com o modelinho, que voa muito bem.

Achei curioso que no post no RCGroups, nem no anúncio do kit há menção de qualquer dispositivo para estabilizar o modelo, levando a crer, que ele é estável suficiente para voar sem giro-estabilização.


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Mais designs na parte II

Todos os links das árvores de discussões originais estão no captions das fotos de cada modelo.




domingo, 11 de dezembro de 2011

Shocky Glider "Fox" - um planador shock flyer

Um Modelo shock flyer é bastante rígido e leve pela forma que o material da fuselagem é distribuído. Armar a fuselagem em cruz, uma placa de depron perpendicular a outra,  atravessando uma a outra no meio confere a resistência e leveza. Além de muito simples a construção.

Então porque não usá-lo num planador. Foi o que fizeram neste projeto do RCGroups:
Shocky Glider "Fox" - RCGroups
Shocky Glider "Fox" - RCGroups - detalhe da eletrônica e lincagem
Shocky Glider "Fox" - RCGroups - peças cortados e prontas para colagem

O único problema que observei usando o simulador, porque nunca tive o prazer de voar com estes "bichinhos encapetados", foi que a asa feita de uma lâmina reta tem péssimas características aerodinâmicas em relação ao planeio, isto já era esperado.

Bom pelo menos em teoria, pois este vídeo prova que o Shocky Glider "Fox" voa bem em encosta:


Não há perda perceptível de performance neste pequeno planador, observe que no final do vídeo o cameraman e o piloto perdem o modelo! Primeira regra de pilotagem olhe sempre para as asas do modelo (obrigado Mestre Ferreirinha pelas aulas).

A planta do original esta disponível neste post:
http://www.rcgroups.com/forums/showthread.php?t=806566

Também, foi postado no E-voo:
http://www.e-voo.com/forum/viewtopic.php?t=39879

Eu vou montá-lo, redesenhando para que fique com 1 m de envergadura, também, vou inserir importante mudança no projeto, vou fazer a asa com o perfil KFm2, pelos seguintes motivos:

1) KFm2 é muito superior em termos aerodinâmicos a uma lâmina reta, principalmente em relação ao planeio;
2) A forma simples de montagem do perfil KFm2 não acrescenta muito peso se feito com uma placa de isopor p0, estando de acordo com filosofia do projeto;
3) A resistência e leveza da montagem cruzada estão de qualquer forma somente na fuselagem, não na asa.

Então a asa ficaria assim:

KFm2 - (isopor P0 + depron)

Este perfil eu já testei numa asinha clone da Alula e voou bem, vejam uma foto dela:
Clone de Alula KFm2

Conforme progredir na montagem, postarei os resultados.



terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Motor glow ASP bom, bonito e barato?

Prólogo - A forma correta para iniciar no aeromodelismo

Quando iniciei no hobby do aeromodelismo, tentei fazer da forma mais correta possível, então, pesquisei em fóruns da internete sobre o assunto e de lá recebi o conselho que deveria primeiro visitar um clube de aeromodelismo, procurar um instrutor e me informar quais equipamentos comprar.

No Aero-Nova Iguaçu, que atualmente voa no CMVM (Clube Militar da Vila Militar em Deodoro/RJ) conheci Ferreirinha ex-piloto de asa delta, aeromodelista R/C e U-control, atualmente instrutor com mais de 30 anos de experiência no hobby:
Instrutor Ferreirinha segurando um modelinho elétrico - foto da minha coleção
Lá ele me apresentou a seguinte lista de equipamentos básicos:
Rádio Futaba 6 canais 2.4 GHz, Avião (Avistar) .40, Motor OS Max .40 a .55 (letra do próprio Ferreirinha)
Essa lista é rígida, ele não muda, nem a adapta por nada. Ele prescreve esta receita de sucesso para todos os aspirantes a aeromodelistas (e são muitos, há sempre fila para voar no aero-escola dele). Ele afirma algo  assim: "Você precisa de um bom equipamento. Senão não saberá se é você que não sabe voar ou é o modelo que está com problemas...".

1 - O caminho correto e seguro

Este é o OS MAX .55 BE, que comprei seguindo a lista dele:
OS MAX 55AX-BE - Bio ethanol - R$ 557,00 numa loja do Rio de Janeiro, pesquisa realizada em 06/12/11. 

É indiscutível, um bom motor, confiável, durável, aceita bem erros na hora de amaciar. É só montar no modelo e dar partida. Por ser movido a álcool de cana é muito econômico (da para voar mais de 15 minutos e voltar com combustível no tanque, isto usando tanque normal de 260 c/c).

Eu poderia ter usado os confiáveis e já bem testados OS xxAX movidos à metanol, mas confesso que tenho medo desse combustível por ser tóxico, então recorri ao combustível mais seguro. Os de metanol custam US$ 200,00 (sem frete) na HobbyKing.com. No Brasil é um pouco caro.

2- Há outro caminho?

Até agora nenhuma novidade, não é? Usar um motor de primeira linha para não ter dores de cabeça, mas o quanto isto é uma verdade absoluta se compararmos esse motor a uma solução baixo custo como os corajosos motores ASP:
2T - ASP S52A -  US$ 76,00 (produto + frete para o Brasil) - Hobbyking.com

a) Propaganda boca á boca

Ouvi falar desse motor pela primeira vez na pista da boca de outros aeromodelistas mais experientes do que eu. Eu acho que sempre começa assim, a inserção de um produto novo de qualidade não reconhecida e preço atrativo, alguém com alguma experiência ou muita coragem, lê ou pesquisa algo na internete, lê um review positivo em uma revista especializada e decidi fazer um teste, compra e põe em teste o produto e começa a expor suas experiências, fazendo uma "propaganda boca à boca" do produto, todos que confiam nele ou vêem os bons resultados ficam tentados a seguir aquele caminho. Até porque qual aeromodelista que tem um motor só?

No caso dos motores ASP tenho certeza que foi assim que se deu. Muitas pessoas falando bem desse motor, realmente mostrando o desempenho do "bicinho" berrando num rassante pela pista! Ai muitas outros pessoas começaram a comprar e testar e falarem bem.

b) Relação de custo e benefício e economia versus economicidade

Com certeza no momento em decidimos adquirir um produto o preço é fator essencial, mas o preço em relação ao tempo de utilização do produto, também, é outro fator importante.

Isto é fácil de entender se o motor do nosso aeromodelo puder ser usado por vintes anos em vários aeromodelos diferentes, mesmo se custar bastante o uso prolongado fará valer a pena.

Quanto a isto, a escolha de um motor de primeira linha está bem, um motor mais caro que dure muito se paga ao longo do tempo, mas o que dizer de um motor barato como um ASP (~US$ 80,00 já com frete)? Na minha opinião poderá valer também. Um motor barato que pode durar alguns anos pode valer a pena, usando um raciocínio invertido, gastar pouco agora e depois, quando for o caso, gastar um pouco novamente. No caso, a vantagem é a diferença entre economia e economicidade.

Economicidade é termo ouvido na administração pública para demonstrar a necessidade de economizar com inteligência acima de tudo, mais que simplesmente economizar, é fazer isto com método.
Por exemplo, se alguém comprar uma impressora barata, mas de má qualidade, o tempo que perderá operando/reparando a impressora, não valerá a economia de dinheiro. Por isso afirmo que há a necessidade de usar o raciocínio frio e lógico para sopesar se a decisão de adquirir um motor barato pode ser viável como primeiro motor, ou um motor para um novo modelo.

Qual a primeira lição em aeromodelismo? "Só existem dois tipos de aeromodelos os que caíram e os que vão cair..." Então a lenha é algo quase esperado, em caso de uma lenha mais grave a possibilidade de um dano ao bloco do motor ou coisa mais grave é possível, apesar de raro, então pois, trocar tais peças, é mais caro e tão trabalhoso, como comprar outro motor barato e amaciá-lo,  ai está a tal economicidade, a tal economia com método e com raciocínio, gastar pouco para gastar pouco novamente em futuro a médio prazo.

Não havendo uma lenha grave comum um motor ASP, este vai durar alguns anos em relação ao motor de primeira linha, e nada prova que os motores antigos de marca que duravam trinta anos na época dos nossos pais, ainda hoje, duraram tanto tempo assim, as fábricas de motores de primeira linha estão se mudando para a China e perdendo qualidade por uma questão econômica, porque o fabricante faria um motor que durasse para sempre? Não é melhor fazer um produto que quebre com o tempo, isto se chama obsolescência prevista.

3- Opiniões dos que testaram e aprovaram

As opiniões dos que testaram sempre é muito positiva, até um pouco exagerada, talvez haja algum aumento de percepção em relação as boas qualidades do motorzinho guerreiro. É óbvio, se você gostar de algo, tenderá a falar muito bem daquilo, dirá que é "muito bom", então com nossa sensibilidade vamos tirar o "muito" e ficar com o "bom" que este é mais certo. Não quero depreciar o motor, muito menos quem os elogia, somente quero chamar atenção para uma questão de percepção da realidade sobre as coisas que nos cercam, até entrei para o clube e comprei um também, testarei em novo modelo em um futuro próximo e com muito alegria.

Do portal E-voo.com extrai os seguintes comentários emblemáticos:

"muito bom motor, tenho 2 os e 2 asp, sinceramente não vejo diferença!!!" (bilibira )
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"Olá pessoal 

Tenho voado meu T-34 Mentor da Radar/TWM com esse excelente motor ASP .52, com hélice APC 11x6, vela OS A8 e glow 10/18%... Ficou muito rápido!!! 

O segredo deste motor é o amaciamento, depois é só ajustar a alta e ser feliz!!! Diversão garantida!!! Laughing Laughing Laughing 

Tenho um OS 55AX amaciado e lubrificado na caixa e nem penso em tirá-lo de lá tão cedo.... Twisted Evil 

Melhor do que ASP 2 tempos só ASP 4T. O ASP .61FS também é fantástico. 

Para mim ASP é o melhor motor na avaliação de custo-benefício!!!" (Ricardo Kruger)
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"ricardo , no meu não foi só regular a alta e ser feliz não , tambem foi preciso mexer no parafuso da lenta... 

eu regulei da seguinte forma : 

agulha de alta 1 volta e meia , liga o motor , acelera devagar até o fim pra limpar o motor , depois deixa na lenta por uns 10 segundos e acelera tudo de uma vez. se o motor engasgar , feche 1/4 do parafuso da lenta.... liga denovo , acelera pra limpar , deixa 10 seg na lenta , e acelera tudo , se engasgar , fexa a lenta mais um pouco. ... liga denovo , mesmo procedimento , espera 10 segundos , acelera. se morrer de forma brusca , fexou a lenta demais , abre 1/8... 


quando o tempo de resposta ficar 100% , acelere e coloque o modelo a 90º , motor pra cima , e ajuste a agulha da alta (se morrer quando colocado a 90º , abra a agulha da alta.)colocado 90º , acelera , se voce ve que o motor não apita , e sai muita fumaça pelo escapamento , está afogado , fexe a agulha ( com o motor acelerado ) até apitar. 

SEMPRE regule a agulha da alta com o motor pra cima , a 90º 

NUNCA regule o parafuso da lenta com o motor em funcionamento 

SEMPRE tenha alguem segurando o modelo pra fazer as regulagens 

FICA PERFEITO. RECOMENDO." (sylviocrazypilot)
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4- Problemas/defeitos atribuídos ao motor

Como qualquer peça de produção em massa há relatos de defeitos ou impropriedades de fábrica, são três as principais queixas:
i) Limalhas e cavados de metal deixados em várias partes dentro do motor, causam grandes danos ao motor quando dada a partida. A solução é desmontar o motor por inteiro e limpá-lo cuidadosamente, tomando o cuidado de montá-lo da mesmo forma que foi desmontado com as peças na mesma posição e alinhamento.
ii) Camisa do pistão muito justa na pasta superior do pistão causando atrito exagerado no final do curso. Isto causa dificuldades ao girar o virabrequim principalmente quando o pistão atinge aquele ponto, barulho e vibrações ao ligar o motor. Segundo relatos há praticamente um degrau, onde deveria haver uma conicidade no pistão (esta conicidade faz parte da engenharia do motor que é feito como uma espécie "defeito" na geometria do cilindro para quando as peças se ajustarem no amaciamento tudo acabe totalmente alinhado e funcionando bem). Isto se resolve enriquecendo a mistura e mandando ver no amaciamento. No vídeo abaixo o problema apesar de sério foi resolvido assim:


iii) Problemas de regulagem entre testes no chão e vôos e problemas com a regulagem na agulha de lenta. Alguns atribuíram este defeito ao fato do motor se portar um pouco diferente ao voar de quando está no solo. A solução está deixá-lo aquecer em marcha lenta e regulá-lo usando o expediente de inclinar o bico do avião para cima na vertical(a posição modifica a mistura) e ver se o motor apaga, verificando o sistema de alimentação de combustível como um todo, mangueiras de combustível, mangueira de pressão, pescador, etc. Há um relato de que a vibração exagerada causaria a desregulagem da agulha de lenta. De modo geral alguns tiveram que mexer na agulha de lenta para alcançar bons resultados.

Os links para referência:
http://200.155.12.89/forum/viewtopic.php?p=1115886
http://200.155.12.89/forum/viewtopic.php?p=1073913
http://www.hangar3d.com/index.php?option=com_fireboard&Itemid=47&func=view&id=3657&catid=9

5- Conselho se você quiser iniciar com esse motor

Acompanhando o raciocínio dos 3B (bom, bonito e barato) este valente motor é uma boa e viável escolha para motorização de um treinador baixo custo e ótimo opção para quem começa e não quer/não pode gastar muito. Mas siga um pequeno conselho: Procure alguém com experiência ou acumule conhecimento necessário através de bastante leitura, de preferência ambos, antes de tirá-lo da caixa! Minha dica é encomendá-lo na HobbyKing.com e enquanto aguarda os 40 dias para a entrega (e a demora dos nossos Correios) procurar ajuda e ler muito sobre o assunto.

6- Manual de amaciamento

O E-voo.com maior portal de aeromodelismo elétrico do Brasil, também, é manancial de conhecimentos para nós do glow, no link abaixo há um manual simples em português de um motor com as mesmas caraterísticas do ASP:
Manual de amacimento do motor ASP 2T 52A
Leiam isto, vai ajudá-los. Quanto a isto um motor de primeira linha não fará melhor, para amaciar o meu  (OS MAX 55AX-BE) tentei usar as instruções manual em português e simplesmente o motor não funcionava e nem funcionaria com a regulagem indicada lá, o problema é que os motores a etanol são mal lubrificados e têm que funcionar um pouco gordos naturalmente em comparação aos de metanol, amaciando com a mistura muito gorda (rica) e a mistura indicada como ideal no manual era por demais pobre.

7- Dúvidas, peculiaridades e vendas

Algo bem simples com referências ao motores ASP é que são vendidos dois tipos de cada cubagem (dois .52 e dois .61), um com e outro sem a agulha de alta acoplada ao carburador. Não há diferença no desempenho apreciável, somente a peça é separada para ser acoplada na carenagem e no outro não.

Esses motores costuram chegar juntos na distribuidora da loja virtual da HobbyKing.com e costumam acabar logo, o suprimento é abastecido a cada duas semanas e devem ser encomendados logo, então peçam que a loja que avise por email, é lógico se optarem comprar naquela loja virtual.

No Brasil em rápida pesquisa vi o motor 52 sendo vendido a preços entre R$190,00 à R$ 280,00 (pesquisa 06/12/2011).

Conclusão - Os motores ASP não bons, bonitos e baratos, mas não são perfeitos


Estes motores parecem ser feitos com materiais de excelentes qualidades e excelente engenharia, não deve nada aos motores de primeira linha, tenho certeza que o "gargalo" esta no controle de qualidade, não é incomum que os motores virem com cavacos de metal até no cilindro, obrigando todos os felizes proprietários a desmontarem os motores para fazer uma boa inspeção.

São mais difíceis de amaciar e dependem muito de um bom processo de amaciamento para terem um excelente desempenho, ponto que todos destacam como muito positivo nesse motor.

Tido isto, o motor possui mais virtudes do que defeitos.



terça-feira, 29 de novembro de 2011

Voo do clone da Alula KFm2 - Serra do Vulcão

Conforme meu último post construí uma Alula KFm2 inspirado no tópico do E.voo, construído por Alexandre Lopes.
Então eu (foto abaixo) e meu sobrinho Hércules (foto ao lado) fomos a Serra de Vulcão para testá-la.

Eletrônica: 2 servos HXT-500 de 5g, rx Turnigy sem case (9g), bateria 2S 360 mA/h, três diodos ligados em série para baixar a voltagem para um pouco mais de 5 v.
Peso RTF: 180g, já com 14 g de lastro.




O modelo não voou bem, mas minha pose de planidorista com esse chapéu de cameraman era impecável!
Observem essa fitinha pendurada na ponta da antena do rádio, na verdade eu pus só de pose, porque vi em várias fotos de planadoristas de verdade usando, é um pedaço de fita cassete presa com fita adesiva. Funciona muito bem como uma biruta, dá para verificar a direção e estimar a força do vento.




A localização pode ser acessada pelo link do Google Maps abaixo:
Esta foto representa os locais que visitamos naquele dia:
















Primeiro lugar que visitamos foi o sítio "A" com visada NW, tinha uma boa inclinação e o declive era de mato baixo e pouco acidentado, então dava para resgatar o planador facilmente, atrás havia a estrada então havia onde pousou, mas o vento (14h) virou e começou a vir do nordeste, então este ponto não era uma opção.








Depois tentamos o ponto "B" com visada N, tinha inclinação de ~20º, mato baixo e muito facilmente recuperável, atrás era a estrada. Ventos fracos e inconstantes fizeram-nos a desistir deste ponto e procurar local mais alto.










Por fim chegamos o ponto "C" bem alto cerca de 700m de altitude (Nova Iguaçu, fica quase ao nível do mar) com visada N, com inclinação de ~20º, NE, com muita inclinação, mas virada para um precipício e NW, com moderada inclinação. Naquele momento (15h) o vento vinha entre NE e ENE, as vezes forte, as vezes fraco e outras vezes não vinha nenhum vento. Quando o vento entrava fazíamos os arremessos.





Uma curiosidade com relação ao ponto "C", é um ponto usado pelo evangélicos como "monte para orações", então era plano e completamente limpo de vegetação.

Detalhe da inclinação e altura relativa do ponto "C", será que era suficiente?






O vídeo da estréia:


Não conseguimos pegar "lift" em quase momento nenhum ou não soubemos aproveitá-lo, talvez o vento estivesse muito fraco, talvez a inclinação não fosse suficiente, talvez, como vim a saber depois, o "lift" poderia estar se formando após o cume, ou o planador não estava devidamente trimado ou centrado, ou continha qualquer impropriedade que dificultava o voo ou simplesmente não sabíamos voar. (Ah meu Deus! Cadê o motor do modelo!).

No final antes do pod sofrer um dano estrutural percebemos ao descer a trilha, abaixo do ponto "C" (observe a foto acima, lado esquerdo), bem onde a trilha encontrava a  estrada havia uma placa avisando sobre os cultos realizados naquele local (ponto "C"), lá havia um lift considerável, mas quando percebemos isto o modelinho já estava castigado por muitas quedas e não foi possível testá-lo mais. Resumindo: faltou experiência em buscar o local ideal.


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Clone de Alula KFm2

Ainda pensando de modo geral em voar com planadores e de modo especial em voar em encosta. Comecei a pesquisar/construir modelos que possam ser capazes dar base para minhas primeiras experiências em slope. 

É obvio, que melhor seria se eu me associasse a um grupo ou clube de planadorismo R/C para "aprender o caminho das pedras", mas isto para mim fica difícil, pois o mais próximo dista de minha casa mais de 30 km e sou um aeromodelista sem automóvel (ainda). 

Gosto de modelos com aparência diferente e de construção alternativa, então achei o projeto perfeito, um clone do Alula, que já é um modelo estranho (ele tem um enflexamento negativo ~2 Cm, puxa vida!) e com perfil kline-fogleman ainda é melhor (veja no final do post uma explicação sucinta sobre o assunto)

O projeto básico tirei desse post: http://www.e-voo.com/forum/viewtopic.php?t=116446
É da autoria do Alexandre Lopes o mesmo construtor do Nature motoplanador movido a energia solar.

Do post acima eu me baseie no V2 (KFm2 - depron 5 mm + isopor p0 10 mm):

Alula KFm2
Vista em perspectiva do modelinho. O pod é oco e a tampa é presa por dois pequenos parafusos.

Ainda não instalei os servos, mas eles ficaram um pouco a frente do meu dedão na foto (para adiantar o CG o máximo).
Alula KFm2








Vista de cima. O autor do post fez o modelinho um pouco menor e mais leve, mas como eu o quero colineiro, achei que isto iria ajudar, fazê-lo um pouco maior e mais pesado. Ele usou fita transparente para reforçar o isopor p0, mas não resisti em usar fita colorida, é a parte amarela e preta.
Alula KFm2





Vista de baixo. Meu modelo tem 98 Cm de envergadura. A corda na raiz tem 26 cm e a ponta 18 Cm (corda média 22 cm). Me baseie em outro projeto do RCGroups do Alula KFm9 para fazer o gabarito desenhado à  mão. O desenho original estava em polegadas, acho que errei algo porque ela ficou gordinha. 





Sem eletrônica está com 112g e vou emagrecer os servos, bateria e receptor o máximo para deixar bem leve. Vou adiantar a eletrônica o que puder, pois percebi (de outro projeto semelhante) que o modelo sem lastreamento fica com CG muito, muito atrasado (passando o desenho pela calculadora de CG, este entre fica entre 40 mm a 45 mm do bordo de ataque).

Os perfil Kline-fogleman, tem muitas teorias sobre como estes perfis em escada funcionam, mas não caberia aqui discuti-los (na verdade nem as entendo direito).

Explicarei os cuidados necessários para construir asas com estes perfis:

1) o passo ("step" na figura abaixo) e a porcentagem da corda onde haverá a escada contando com o aileron. Então, por exemplo, uma asa com 200 mm de corda (largura da asa) para o perfil KFm2 com o passo a 50 % da corda (consulte a tabela abaixo) então ficaria a 100 mm do bordo de ataque;
2) a espessura máxima ("thickness" na figura abaixo - isto é muito importante!) deve ser respeitada e cada perfil tem uma espessura máxima, por exemplo, a asa com 200 mm de corda para o mesmo perfil, a espessura máxima ficaria entre 14mm a 18 mm.
Para uma asa retangular tudo ok, mas minha dificuldade foi para asas trapezoidais, porque a corda varia. Minha Alula com 26 a 18 Cm de corda (raiz a ponta) uma média de 22 cm de corda, então foi daí que calculei a espessura máxima. Antes fiz um teste variando a espessura conforme a corda variava, mas isto complicou muito a construção e vi que todos as pessoas que trabalhavam com este perfil mantinham a espessura fixa, então resolvi calcular pela corda média mesmo!
3) o bordo de ataque (conselho do Alexandre Lopes diretamente para mim, ele frisou isto) é preciso fazê-lo como se fosse uma perfil comum, quer dizer, não basta arrendondá-lo, é necessário trabalhar com a lixa para fazer a curvatura correta do bordo de ataque para que o perfil funcione.


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Air Swimmers (nadadores do ar) tubarão e peixe palhaço

Eu sempre fui ligado ao ar e tudo que nele voa. Lembro das minhas conversas com meu primo e quase irmão Pedro sobre projetar um dirigível R/C e as dificuldades técnicas envolvidas nisso. Isto faz mais de 15 anos e de lá para cá muito foi desenvolvido referentes a balões e robôs voadores. Então fiquei pressionado quando vi esse dirigível R/C hi-tec:
Recebi no newletters da Amainhobbies.com este produto que lá no EUA custa US$ 39,99 fora o frete.


É chamado Air Swimmers:



É para voo indoor somente. O controle remoto infravermelho com alcance de 40' (12m), dá para controlar a atitude (subir e descer) e a direção (esquerda e direita). Tem 57" (1.44m) de cumprimento total e 36" (91 Cm) de altura.  Usa hélio para balões de festas para inflar o envelope. 

É brinquedo é claro, mas chama atenção por ser inusitado.
Air Swimmers - dirigível R/C

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Natureza versus aeromodelo

Quem voa com aeromodelos sabe que alguns tipos de aeromodelos enfurecem as aves (zagis e planadores com poliedro, principalmente) e que algumas aves são facilmente enfurecidas ou ficam curiosas com os aeromodelos, as vezes atacam ou voam juntos.

Fiz uma pequena seleção de vídeos e fotos que ilustra isto:

Natureza contra:

Segundo o autor da postagem o aeromodelo foi perseguido por uma ave chamada Magpie, um espécia de corvo. O legal que o bicinho é persistente.


O Speedo Thermo foi perseguido por uma ave muito agressiva que chega a agarrar e bicar a cauda do modelo. O autor diz ser um corvo, mas parece uma ave infernal.

Motoplanador cercado por aves agressivas
Esta foto foi tomada por mim no CMVM em Deodoro, é um motoplanador perseguido por vários quero-queros (nessa foto há três).







Quero-quero versus motoplanador






Os quero-queros são aves irritantes, atacam pessoas, atacam animais e alguns aeromodelos, mas voam muito bem. Observe como a ave dobra as asas para aumentar a velocidade.









Ave persegue zagi


Esta foto foi tomada, também, no CMVM, aqui o quero-quero persegue uma zagi. Será que eles se irritam por causa do formato da asa do modelo que lembraria o formato da asa de um predador, por exemplo, uma zagi lembra um pouco um gavião e um planador com poliedro lembra uma asa de condor.










Mas nem sempre a natureza se volta com nosso aeromodelos:

Segundo o autor da postagem, as duas águias vivem naquele local há muito tempo e o humor delas varia de agressivo a brincalhão e naquele dia resolveram voar junto com o planador Ricochet - Bullet.